“DÍVIDA COM
SEGURANÇA SOCIAL IMPEDE 113 FUNCIONÁRIOS DA EAGB IREM À REFORMA”
O Diretor-geral Interino da Empresa de Eletricidade e
Águas da Guné-Bissau (EAGB) revelou que a dívida com a segurança social
tem impedido a ida à reforma à 113 funcionários da empresa.Mamadu Baldé que falava esta quinta-feira numa conferência de imprensa conjunta entre os Ministérios da Energia e das Finanças,disse ainda que a situação financeira da EAGB até 05/06/2020 é caraterizada por dívidas de todo o tipo, totalizando cerca de 24 mil milhões de francos CFA, contra a disponibilidade de apenas 527 milhões de fcfa.
Acrescentou que se trata de dívidas ao Tesouro
Público, à banca, Segurança Social
e diversos fornecedores de bens e
serviços.
Baldé revelou que no quadro da luta contra
covid-19,com o financiamento do Banco Mundial, a EAGB já dispõe de doadores de
cloro para iniciar os trabalhos de desinfeção de água em todos os furos desta
empresa fornecedora de água e energia do país.
Acrescentou que a cidade de Bissau com uma população
de 500.000 habitantes tem dado vários problemas no que concerne ao
aprovisionamento de água potável.
O responsável prometeu priorizar o pagamento atempado
das faturas ao produtor de energia contratado, denominado Karpower, sem
acumulação de atrasados,e assegurar a
distribuição de eletricidade e água e aumentar a taxa da sua faturação junto
dos clientes.
A negociação e restruturação da dívida da EAGB junto
da banca comercial, solicitação de uma
auditoria independente abrangendo os aspetos financeiros e de gestão cobrindo
pelo menos os 3 últmimos anos, são
outros projectos da nova direcção da EAGB.
Segundo Mamadu Baldé, a EAGB funciona nesta primeira
fase, em parceria com a empresa Karpower, através de um contrato firmado em 28
de janeiro de 2019 com uma potência de 17 MW.
O director
interino da EAGB disse que existem perdas técnicas na distribuição de Média
Tensão (MT) de aproximadamente 4% e perdas técnica comerciais de 49,82%.
“Existe uma possibilidade da passagem para segunda
fase (30 MW) desde que a rede de distribuição elétrica da EAGB tiver condições
necessárias para absorção de mais clientes e aumento de demanda. O Parque da
KARPOWER (barco flutuante) é constituido por dois geradores MAN com a potência
instalada de 18 MW cada”, referiu.
Mamadu Baldé perspetivou com base na situação
diagnoticada, empreender as ações para solucionar os diferentes problemas,
nomeadamente, o saneamento financeiro que vai passar por um aumento de receitas
, redução das despesas, alargamento dos prazos de reembolso da dívida com a
banca acompanhado com baixa dos custos da mesma por via da redução das taxas de
juro e racionalização de recursos.
Aquele responsável informou que, no que diz respeito a
extensão da água, a Unidade de coordenação de projetos do Banco Mundial prepara
para lançar um concurso para execução de novos projetos, como a construção de
furo de água, reservatório e rede de água em Bor, Safim Antula Pime e
reabilitação de dois reservatórios da Base Aérea, extensão da rede da água para Brene e
Bissalanca e reabilitação do furo, construção do reservatório e lançamento da
rede de água em Prabis.
Por sua vez, o representante da empresa KARPOWER,
Prince Lamptey Tetteh confirmou que o atual governo, em colaboração com Banco
Mundial, pagou a dívida de 7 faturas correspondente a mais de 9 milhões de
dolares, tendo negado a acusação veiculada nas redes sociais segundo a qual, a
empresa vai abandonar o país por falta de pagamento.
Lamptey disse que a empresa vai continuar a dar energia para toda a população
do país, em colaboração com o governo.
“Com ou sem
dívida, a empresa está pronta para trabalhar no fornecimento da energia”,
afirmou.
Notabanca;
11.06.2020

Sem comentários:
Enviar um comentário