O Presidente da Assembleia Nacional (ANP), afirmou segunda-feira que nunca foi e nem será o factor da instabilidade da Guiné-Bissau.
Cipriano Cassamá que falava após a última reunião com os partidos políticos com assento parlamentar para procurar uma solução governativa, disse não temer uma eventual derrube do Parlamento guineense por parte do Presidente da República.
“Qualquer deputado deve estar preparado para dissolução ou não do parlamento, mas se isso acontecer vai iniciar uma verdadeira crise no país”, aconselhou.
Cipriano Cassamá disse que, se o Chefe de Estado avançar com o derrube do parlameto nesse momento, a comunidade internacional não vai reconhecer nenhum Governo sem programa e a crise vai agravar-se ainda mais.
“Seria crucial um entendimento entre os actores políticos para juntos tirarmos o país da situação difícil em que se encontra”, disse acrescentando que por isso compete ao Presidente da República decidir em função das suas competências constitucionais.
Cassamá
frisou que depois da maratona política com os partidos políticos concluiu-se
que existe dois blocos no parlamento, sendo o primeiro formado pelo Partido
Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e seus aliados e o
segundo composto pelo Movimento da Alternância Democrática (MADEM-G-15), e que
cada um reclama possuir a maioria no hemiciclo, tendo lamentado a falta de
cedência das partes.
O líder do
parlamento salientou que pediu aos líderes dos partidos a colocarem o interesse
do país acima dos pessoais, para resgatar a Guiné-Bissau da instabilidade em
que se encontra.
“Mais uma
vez, a reunião foi inconclusiva e aceitei o desafio do Chefe de Estado porque
penso ter uma experiência política aliada a boa relação para poder fazer pontes
entre os partidos”, referiu.
Cipriano
Cassamá afirmou que já pediu uma audiência com o Presidente da República
provavelmente para quarta-feira, para lhe dar o ponto de situação ou a
conclusão das suas reuniões com os líderes políticos.
“O
parlamento está na sua sessão normal que são quatro anos e eu jurei que não
serei e nunca serei protagonista da instabilidade da Guiné-Bissau”, disse.
Segunda-feira,
a saída a audiência com Cipriano Cassamá,o líder da APU-PDGB, Nuno Nabian e o
coordenador do MADEM G-15, Braima Camará declararam concordar com a decisão de
Cipriano Cassamá de convocar uma sessão plenária para “permitir que se resolva
o problema de votação ou não do programa do Governo em exercício, iniciativa
que Nabian diz ser um “passo positivo”
na busca de solução.
A propósito,
Cassamá disse que não agendará o Programa do Governo para ser discutido no
parlamento, mas que, contudo o plenário é soberano, adiantando que, ele não manda nos deputados e a decisão da
maioria é que vence como manda a
democracia.
Adiantou que
vai continuar os contactos com os líderes dos partidos com assento parlamentar,
inclusive indo a casa de cada um.
Disse
que tem a esperança de que vai ser encontrada uma solução que possa
tirar o país e o Povo da situação em que se encontra.
Cassamá
apela a cedência das partes para poder
formar um governo inclusivo o que diz o interesse dos guineenses e em particular do Chefe de
Estado.
Notbanaca;
09.06.2020

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