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Secretário-geral das Nações Unidas disse que a saúde da humanidade depende da
saúde do planeta, porque hoje o planeta está doente.A declaração de António Guterres vem expressa numa nota à imprensa enviada à ANG pelo Órgão Nacional de Coordenação Nacional da Convenção das Nações Unidas, no âmbito da Jornada Mundial de Combate à Seca e Desertificação que hoje, 17 de Junho, se assinala em todo o planeta.
A Nota
refere que a degradação dos solos terrestres se deveu a actividade humana, e
que essa situação poderá ser revertida e
trazer soluções para uma ampla gama de desafios, desde a migração forçada e a
fome até à mudanças climáticas.
"Na
região africana de Sahel, o grande corredor verde está a transformar vidas e
meios de subsistência, no Senegal e Djibouti”, realçou Secretário-geral da ONU.
Acrescentou
que, com a recuperação de 100 milhões de hectares de solos degradados mantem-se
a segurança alimentar, a subsistência das famílias, e são criados empregos.
Segundo
Guterres tais esforços trazem de volta a biodiversidade, reduzindo os efeitos
da mudança climática e tornam as comunidades mais resilientes.
O Secretário-geral
da ONU refere que com contas feitas, os benefícios superam os custos em dez
vezes, razão pela qual, apela à um novo contrato com a natureza.
Guterres acrescenta
que, através da acção e da solidariedade internacionais, pode-se aumentar a
recuperação dos solos e as soluções baseadas na natureza para acção climática e
o beneficio das gerações futuras.
"Ao
fazer isso pode-se atingir os objectivos de desenvolvimento sustentável e não
deixar ninguém para trás, lê-se na nota."
Notabanc; 16.06.2020

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