Neste dia, em 1968, o ativista americano era morto. Entenda seus momentos finais e como a família não aceita ainda hoje a explicação oficial.
Dr. Martin Luther King, um dos principais defensores das pautas dos direitos civil dos negros nos EUA - Domínio PúblicoEm 4 de abril de 1968, King estava em Memphis, no Tennessee, para apoiar uma greve de lixeiros. Sua liderança estava desgastada, assim como sua capacidade de sonhar com um país mais justo. A desilusão dava o tom do sermão que ele começou a escrever naquela tarde, intitulado “Por que a América deve ir para o inferno”.
O texto ficou inacabado. Às 18h01, enquanto conversava com amigos na sacada do Lorraine Motel, King levou um tiro no pescoço. Hospitalizado, morreu por volta das 19h. Cinco dias depois, o pastor foi enterrado em Atlanta, num funeral acompanhado por 300 mil pessoas.

Esse, na versão oficial dos fatos, era James Earl Ray. Após diversas passagens pela prisão por roubo e assalto, James havia se tornado um supremacista branco independente, sem qualquer conexão – enfim, um joão-ninguém. Três dias antes do crime, em 1º de abril de 1968, Ray ficou sabendo que King faria um discurso em Memphis, foi de carro para a cidade e alugou um quarto em frente ao do líder. Acabou capturado dois meses depois em Londres e confessou o assassinato no ano seguinte.

Sem comentários:
Enviar um comentário