Os impactos da Covid-19 poderão pôr em risco a sobrevivência da Cabo Verde Airlines, admitiu o ministro do Turismo e Transportes, Carlos Santos, numa entrevista à rádio pública cabo-verdiana durante a qual considerou ser incerto o futuro da companhia aérea nacional. Ao afirmar que no contexto de crise provocada pelo coronavirus, projecções apontam para um corte de 530 mil turistas este ano no arquipélago que pode levar à supressão de mais de 17 mil postos de trabalho no país, o ministro do Turismo e Transportes, Carlos Santos deu conta da sua preocupação com o futuro da Cabo Verde Airlines.
Carlos
Santos, todavia, não deixou de referir que a companhia mantém os seus
compromissos junto da Iata, junto da empresa de leasing que aluga os
aviões e junto dos cerca de trezentos trabalhadores que, segundo garantiu, vão
continuar a receber os salários.
O
compromisso junto dos trabalhadores contudo não tem sido cumprido. Foi
pelo menos o que afirmou ontem o Secretário Permanente do
sindicato SITTHUR, Carlos Lopes, segundo o qual até esta quarta-feira «os
trabalhadores da Cabo Verde Airlines ainda não tinham recebido os
salários do passado mês de Março 2020 », o sindicalista tendo igualmente
denunciado a imposição pela empresa e sem concertação prévia com os
trabalhadores o gozo de férias e de folga acumuladas.
Uma situação
perante a qual, o sindicalista indicou ter dirigido ontem à direcção da Cabo
Verde Airlines uma carta a pedir explicações designadamente sobre os
atrasos no pagamento dos salários.
Notabanca;
09.04.2020

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