terça-feira, 19 de março de 2019

DUAS PESSOAS MORTAS NA POVOAÇÃO DE MAKÉ ACUSADAS DE PRÁTICA DE FEITIÇARIA
Setor de Bissorã volta a ribalta com mais casos misteriosos.
Duas pessoas foram espancadas até a morte por um grupo de populares da  povoação de Maké, sector de Bissorã no norte do país, sob acusação de práticas de feitiçaria.
Segundo a Rádio Capital, um dos habitantes da referida tabanca de nome Salum Camará afirmou que aquando da execução do ato, um  chefe da tabanca ordenou a proibição de todas as comunicações telefónicas da tabanca de Maké para o exterior de forma a não alertar as autoridades competentes sobre os assassinatos.
“Mas foi o filho de uma das vítimas que o revelaria. Telefonou para mim e de seguida denunciei a ação junto das autoridades do sector de Bissorã”, explicou Salum Camará.
Disse que as vítimas foram amarradas com borracha e torturadas durante 12 horas, levando-lhes o corpo com as suas próprias urinas e apagando cigarros nas suas peles.
Afirmou que dispõe de todas as provas sobre os maus tratos contra os acusados incluindo as imagens, e disse que espera que a justiça seja feita.
Salum Camará disse que as cinco pessoas alegadamente envolvidas no crime já estão detidas, estando outras ainda em  liberdade.
Salum Camará informou que a terceira vítima se encontra em estado grave.
Notabanca; 19.03.2019
EXPORTADORES GARANTEM NÃO PAGAR TAXAS DE SOBREVALORIZAÇÃO PROPOSTO PELO GOVERNO 
O presidente da Associação Nacional de Importadores e Exportadores (ANIE-Guiné-Bissa) garantiu hoje que nenhum dos seus associados vai pagar as taxas de sobrevalorização enquanto a Agência Nacional de Caju (ANCA) não prestar as contas de 3 anos atrás.
A decisão vem na sequencia do despacho do primeiro-ministro emitido no dia 29 de Janeiro que estabelece a taxa de sobrevalorização da ANCA em 20 francos CFA, o que corresponde à um aumento de 567%, conforme Mamadu Iéro Djamanca da ANIE-GB esta terça-feira, 19 de Março.
“ Os despachos do primeiro-ministro sobre a matéria não são legais porque não respeita os estatutos da ANCA. Portanto este ano, não vai existir FUNPI muito menos a taxa de sobre valorização tanto que decidimos ainda que arroz, dinheiro e crédito para a presente campanha não vai existir. Os 17 francos proposto pelo primeiro-ministro também não existe. Enquanto a ANCA não prestar as contas dos anos 2016-2018, nem 0,5 de taxa de sobrevalorização será paga pelos exportadores”, garantiu Djamanca.
Por outro lado, conforme a rádio Sol Manci, Djamanca lembrou que a ANCA não tem poderes de cobrar aos exportadores e explicou porquê. 
Notabanca; 19.03.2019