AMNISTIA INTERNACIONAL ACUSA MILITARES
AMERICANOS DE MATAR CIVÍS NA SOMÁLIA
A Amnistia Internacional acusou o
Exército dos Estados Unidos da América de ocultar mortes de civis em repetidos
ataques contra os radicais islâmicos shebab na Somália, informação negada por
Washington, que afirma que não matou qualquer civil local desde o início de
2017, noticiou a AFP.
No relatório divulgado esta semana, com
o nome de "A guerra oculta dos Estados Unidos na Somália", a que
Notabanca teve acesso, a organização protetora dos direitos humanos garante que
14 civis morreram e outros sete ficaram feridos em cinco ataques aéreos
atribuídos às forças militares americanas.
Os cinco ataques
ocorreram entre 16 de Outubro de 2017 e 9 de Dezembro de 2018 em “Lower
Shabelle” (sudoeste), uma das áreas controladas pelos “Shebab”, aliados da “Al-Qaeda”.
A entidade acusa os soldados dos EUA de terem deixado vítimas colaterais,
inclusive de ataques indiscriminados contra civis, onde morreram fazendeiros,
trabalhadores e crianças.
"Estes ataques,
foram dirigidos contra civis, ou aqueles que planearam a ação falharam ao tomar
medidas adequadas para verificar que os objetivos não fossem de natureza civil,
ou aqueles que realizaram o ataque não puderam cancelar ou suspender o ataque
quando ficou evidente que estava mal dirigido ou que o ataque poderia ser
desproporcional. Como resultado, os ataques parecem violar o princípio de
distinção ou proporcionalidade", aponta o relatório.
Notabanca; 24.03.2019

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