A posição de Umaro Sissoco Embaló, foi transmitida à imprensa esta sexta-feira, 22 de março de 2019, no aeroporto internacional “Osvaldo Vieira”, em Bissau, de regresso do Senegal, no qual diz respeito ao entendimento alcançado, mas fez lembrar que é importante incluir os restantes partidos que participaram nas legislativas de 10 março último.
“A maior arma de um homem é saber ouvir os outros nas suas divergências e ideias, porque se fosse o MADEM que ganhou as eleições legislativas mesmo com 70%, convocaria os restantes partidos na busca de solução viável para a Guiné-Bissau”, argumentou Sissoco Embaló.
Aos
jornalistas, Embaló, que foi primeiro-ministro guineense, afirmou que os
resultados das eleições legislativas demonstram claramente que é fundamental os
esforços de todos atores na busca de solução para crise política do país.
O acordo
assinado entre o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde
(PAIGC), a Assembleia do Povo Unido (APU-PDGB), a União para a Mudança (UM) e o
Partido Nova Democracia (PND), prevê entre outros, o estabelecimento de um
acordo de incidência parlamentar para a estabilidade governativa, entendimento
e no consenso Assembleia Nacional Popular, em torno das grandes reformas
políticas nos próximos quatros anos.
Perante este
cenário, a rádio Jovem diz que, o antigo governante revelou que o seu partido
vai estar no parlamento para fazer uma oposição séria, embora tenha
disponibilidade para aprovar qualquer programa sustentável para a Guiné-Bissau.
Questionado
pela imprensa sobre uma possível candidatura as presidenciais, Embaló, voltou a
admitir esta possibilidade, contudo frisou que não confirma nada, mas também
não desmente.
O acordo
prevê igualmente a formação de um Governo inclusivo que reflita o presente
entendimento entre as partes, mas também permitir fazer reformas politicas e
institucionais ao normal funcionamento do Estado de Direito Democrático.
Notabanca;
22.03.2019
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