O presidente
da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário Silva, pediu aos atores
políticos que respeitem a ordem democrática, horas depois de incidentes em Gabú
terem causado 10 feridos, segundo a organização não-governamental (ONG).
Na manhã
deste sábado, junto ao hotel onde estava alojado o primeiro-ministro, um grupo
de jovens cercou o edifício, acusando Aristides Gomes de estar a comprar votos,
e foi dispersado pelas forças de segurança.
Depois
deste incidente, o líder da Liga apelou ao civismo e pediu «calma» aos partidos
políticos, que devem manter uma «postura de cidadania», procurando orientar «os
seus militantes para efetivamente respeitarem a ordem pública e a tranquilidade
das pessoas».
«Manifestamos
a nossa preocupação com o incidente de Gabú e esperamos que seja um episódio
isolado que não tenha reflexos noutros pontos do território e no processo
eleitoral», afirmou Augusto Mário Silva,
Ainda
este sábado, o chefe da missão de observadores da Comunidade Económica dos
Estados da África Ocidental (CEDEAO) agendou um encontro com os 21 partidos
candidatos às legislativas deste domingo, mas apenas estiveram presentes os
líderes do Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde
(PAIGC) e da Frente de Salvação Nacional (Frepasna).
A
Guiné-Bissau realiza este domingo eleições legislativas, procurando pôr fim a
um impasse político que dura desde 2015, quando Presidente demitiu o governo do
PAIGC, que tinha maioria no Parlamento.
Mais
de 761 mil eleitores serão chamados às urnas para escolher os novos
representantes do parlamento entre 21 partidos políticos candidatos.
Notabanca;
10.03.2019

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