"Esta apreensão é o resultado da importância que atribuímos à luta contra o narcotráfico, que assume proporções transnacionais, mas representa também uma colaboração efetiva que houve entre diferentes serviços e países da sub-região, sobretudo entre nós e os senegaleses, mas também participaram a polícia dos serviços franceses e ingleses", afirmou Aristides Gomes.
O chefe do Governo, que falava na sede da Polícia Judiciária, antes da cerimónia de incineração da droga, avaliada em 18 milhões de euros, salientou que o combate ao tráfico de droga só pode ser conjunto, porque não é um exclusivo da Guiné-Bissau, que é apenas país de trânsito.
"Nós estamos a combater e temos de combater em conjunto. O combate tem de estar na dimensão da própria ameaça. O terrorismo e a economia ilícita estão ligados e temos de continuar a travar esse combate", salientou.
A droga apreendida tinha como destino o Mali, para depois ser enviada para a Europa e Líbia e um dos suspeitos em fuga tem ligações à Al-Qaida do Magrebe Islâmico, segundo fontes da PJ.
Questionado pelos jornalistas sobre o apoio que deve ser dado pela comunidade internacional, o primeiro-ministro disse que deve ajudar com a "troca de informações".
"Todos temos de estar implicados. Nós temos de nos mobilizar em conjunto porque não é um combate exclusivo da Guiné-Bissau. A droga que passa por aqui não é consumida aqui, tem como destino outros mercados", afirmou Aristides Gomes.
Os quase 800 quilogramas de cocaína foram apreendidos no sábado, véspera das eleições, e quatro pessoas foram detidas, nomeadamente um guineense, um senegalês e dois cidadãos do Níger. Um dos cidadãos do Níger é assessor do presidente do parlamento daquele país.
Notabanca; 14.03.2019

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