CARLOS LOPES QUESTIONA SE AO VENCEDOR DAS ELEIÇÕES SERÁ PERMITIDO
GOVERNAR
O guineense Carlos Lopes, que foi adjunto do secretário-geral das Nações
Unidas, manifestou dúvidas sobre a possibilidade do executivo saído das
legislativas de hoje poder efetivamente governar e sobre a posição dos
derrotados no escrutínio perante os resultados.
Na sua página nas re rede social Facebook, Carlos Lopes, natural de
Canchungo, no norte da Guiné-Bissau, questionou se "finalmente, as pessoas
terão a sua oportunidade" de ter um executivo legitimamente eleito,
respondendo de imediato que "sim".
Carlos Lopes foi um dos quadros guineenses que participou na produção do
documento estratégico Terra Ranka, com o qual a Guiné-Bissau conseguiu uma
promessa de 1,5 mil milhões de dólares, numa mesa-redonda, realizada em 2015,
na Bélgica.
Também o antigo administrador do Banco Mundial para vários países
africanos, o guineense Paulo Gomes, escreveu nas redes sociais que o dia de
hoje é "uma etapa importante para a cidadania" e abertura de uma
plataforma para reconstituir a confiança, o consenso e promoção do
desenvolvimento do país.
Paulo Gomes, que também participou na elaboração da estratégia Terra Ranka,
aconselhou o próximo primeiro-ministro a "rapidamente realizar chamadas
telefónicas e programar visitas" junto dos parceiros da Guiné-Bissau para
solicitar o desbloqueamento de fundos prometidos na mesa-redonda.
O economista salientou a necessidade de um consenso nacional em torno do
líder do futuro Governo, para fazer face ao que classificou como "situação
de emergência" para o país.
"Espero que haja menos política e promoção de mais desenvolvimento,
mais trabalho de equipa", para a reconquista da confiança que a
Guiné-Bissau perdeu desde as últimas eleições gerais de 2014, referiu o
economista.
Mais de 761 mil eleitores guineenses foram hoje chamados às urnas para
eleger um novo parlamento entre os candidatos apresentados por 21 partidos
políticos.
As urnas abriram às 07:00 locais (mesma hora de Lisboa) e encerraram às
17:00.
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