
Secretário-geral do Sindicato dos Guardas Prisional da Guiné-Bissau denúncia o indício de corrupção financeira no Ministério da Justiça.
Em conferência de imprensa promovida hoje em Bissau, Demba Só, pede o Ministério Público para investigar as práticas ilícitas nesta instituição do Estado.
Demba afirma que, ministério da Justiça recebe do Tesouro Publico dez milhões de francos cfa mensal, para alimentação dos presos mas, o dinheiro nunca chegou nas celas para o benefício dos mesmos.
“Pedimos ao procurar-geral da República para ir investigar os dez milhões concedidos mensalmente aos presos. Temos documentos da Tesouraria que comprova o fato”.
Ainda, o sindicalista apelidou o atual ministro da Justiça, Rui Sanhá como “mestre de bloqueio”, por tentarem várias vezes ter encontro com o governante, sempre foram manipulados, encontro nunca aconteceu.
“Apelamos à todos Guardas Prisionais, desta vez vamos até ao fim. Venha o que vir, acontece o que acontecer, situação tem que mudar. Imperativa situação tem que mudar,” avisa o vigilante.
O presidente do sindicato de base dos serviços prisionais, Yazalde da Silva queixou-se da falta de condições de trabalho, sobretudo nos centros prisionais.
“Pedimos encontro com o primeiro-ministro, ministro das Finanças e o próprio da Justiça, ninguém nos recebeu. Fomos menosprezados. Agora esgotamos a paciência. Vamos utilizar aquilo que a lei nos permite, a greve”.
Entretanto, perante a situação a organização sindical ameaça paralisar, a partir da próxima segunda-feira, dia 8, todas as atividades laborais nas prisões.
Em
reação, o ministro da Justiça, negou todas as acusações que foi alvo pelos
dirigentes prisionais.Rui Sanhá disse desconhecer encontro solicitado pelos Guardas Prisionais. Admitindo que a sua instituição desbloqueia cada semana seiscentos mil francos cfa para alimentação dos detidos.
O governante adianta que, se o dinheiro não chega ao destino, desconhece o fato, e insta o responsável das finanças do ministério da Justiça para esclarecer o caso, porque, foi quem assinou os documentos.
Notabanca; 05.01.2018
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