quinta-feira, 13 de julho de 2017

EMPRESA QUE GANHAR CONCESSÃO DO PORTO COMERCIAL DE BISSAU PAGA DIVIDA À PORTUGUESA TERTIR 
O ministro dos Transportes guineense, Fidelis Forbs, adiantou que a empresa a que for concessionada a gestão do principal porto comercial do país, em Bissau, será responsável pelo pagamento da divida de 5,9 milhões de euros à portuguesa Tertir.
«Faz parte do caderno de encargos: quem ganhar o concurso fica com a responsabilidade de pagar à Tertir», assinalou Fidelis Forbs.
No âmbito da empresa luso-guineense Guipor, a Tertir (Terminais de Portugal) geriu o porto comercial de Bissau de 1992 a 1999, ano em que o então governo de transição na Guiné-Bissau rescindiu, de forma unilateral, o contrato de concessão e exploração.
Na altura, o executivo alegou «má gestão, tarifas elevadas, dívidas ao Estado, falta de estruturas» no porto, acusações, negadas pela parte portuguesa, que falou em «perseguição» das novas autoridades instituídas na sequência do golpe militar que tirou do poder o então presidente Nino Vieira.
O caso seguiu para os tribunais e, no início de 2000, uma instância internacional, em França, condenou o Estado guineense ao pagamento de 5,9 milhões de euros à Tertir a «título de prejuízos, lucros cessantes e danos morais decorrentes da rescisão operada ilicitamente pelo país do contrato de concessão de exploração do porto de Bissau».
Desse valor também sairão as despesas do processo, os honorários aos advogados e árbitros do caso.
Até ao início do agosto, o governo guineense irá decidir sobre quem das duas empresas ficará com a concessão e gestão do Porto de Bissau, a francesa Necotrans ou a filipina ICTSI, selecionadas no âmbito de um concurso público internacional lançado em 2013.
Notabanca; 13.072017
RAPARIGAS MUÇULMANAS GUINEENSES AJUDAM ERRADICAR EXCISÃO GENITAL NO PAÍS 
Aissatu Baldé e Djenabu Baldé, duas jovens muçulmanas da Guiné-Bissau disseram hoje à Lusa que estão "apostadas" em ajudar a comunidade islâmica do país a abandonar a prática da mutilação genital feminina (MGF) por não "representar nada de bom".
As duas têm o mesmo apelido, mas não são da mesma família. Acreditarem que com o que hoje sabem "sobre os perigos para a saúde da mulher" podem ajudar na mudança da mentalidade em relação ao MGF.
Aissatu, jornalista numa rádio de Bissau, e Djanabu, assistente social, estão determinadas mas afirmam que depois de terminarem um ação de formação que está a ser ministrada pela jornalista portuguesa, Carla Adão, a um grupo de 30 jovens, sobretudo profissionais de comunicação social, estarão "ainda mais capacitadas para o combate", dizem.
MENINO DE CINCO ANOS CASTRADO COM ÀGUA A FERVER
Um menino de cinco anos teve os genitais amputados com água a ferver, num terrível castigo aplicado pelo marido da ama, a quem a criança estava entregue.
O menino Tailandês foi amarrado, antes do homem lhe deitar água ferventes dentro das calças, causando-lhe queimaduras muito graves no abdómen e pernas e destruindo-lhe os genitais. 
A criança foi depois levada para um hospital em Bangkok, onde foi sujeita a várias cirurgias. A polícia não tomou ação imediata sobre o incidente, ocorrido em janeiro, e só agora, depois de um advogado muito conhecido na Tailândia, mostrar interesse no caso, é que foi aberta uma investigação e descoberto o caso.
A mãe tinha deixado o menino com uma maga enquanto foi trabalhar uma semana para outra parte do país. Ligava todos os dias mas, sem explicação, a ama deixou de atender o telefone, motivando a mãe do menino a regressar.
Os vizinhos é que lhe contaram que o filho estava no hospital, com queimaduras graves. A investigação apurou que o marido da ama pertencia à Força Aérea Tailandesa, mas que foi afastado depois do incidente.
"Este menino vai ter problemas para o resto da vida por causa deste pesadelo. Ao fim de seis meses, ainda não consegue dormir e está profundamente perturbado. É um dos casos mais gritantes de crueldade que vi na Tailândia", garante o advogado responsável pelo caso, Songkam Achariyasap.
Eu sinto muito!
Notabanca, 13.07.2017
MINISTRO DO INTERIOR ORDENA TRANSFERÊNCIA DOS AGENTES DA GN ENVOLVIDOS NA FUGA AO FISCO DE TRINTA CAMIÕES DE MERCADORIAS NA FRONTEIRA 
Agentes de Guarda Nacional (GN) colocados na fronteira entre Guiné-Bissau e Guiné-Conacry em mãos lenções.
Com o efeito, o ministro do Estado e do Interior instruiu quinta-feira o comandante Nacional de Guarda Nacional para transferir os agentes dessa corporação paramilitar colocados em “Djumbenbe” setor de Farim, região de Oio acusados de trabalharem em conluio com alguns empresários permitindo atravessar na fronteira local, cerca de trinta camiões carregados de produtos sem pagar nenhum despacho ao Estado.
Botche Candé considera o comportamento dos agentes da GN de falta de transparência no serviço e traição a pátria desmerecendo confiança de tudo e todos.
O governante disse não compreender a postura negativa dos alguns agentes desobedientes às orientações explícitas dos superiores hierárquicos que ditaram o lema: “Tolerância Zero. Dinheiro de Estado para cofre de Estado”.
Por agora resta questionar. Perante a pratica do crime, só a transferência dos agentes basta para puni-los enquanto supostos responsáveis do ato?
A postura assumida pelo ministro Botche é a forma justa para combater a corrupção?
Notabanca; 13.07.2017