Para o
general Biaguê Na Ntan, os militares guineenses devem submeter-se à
Constituição, evitando assuntos ligados à política, criminalidade e corrupção."A ética e deontologia profissional, o cumprimento das normas constantes do regulamento da disciplina militar devem merecer a atenção de um militar, devendo cada um afastar-se dos assuntos políticos, da criminalidade e da corrupção, pautando sempre pelo que possa contribuir para o bem-estar do povo", afirmou o general.
O CEMGFA falava no centro de instrução de Cumuré, a cerca de 50 quilómetros de Bissau, durante a cerimónia de juramento de bandeira de 1.103 recrutas.
"O povo guineense, as Forças Armadas e a sociedade em geral esperam de vós altos padrões de conduta, responsabilidade e caráter singulares, preservando os valores éticos e cívicos para o cumprimento, com sucesso, das vossas obrigações", sublinhou.
Fazer face aos desafios
No discurso, proferido na presença de milhares de pessoas que se deslocaram a Cumeré, o general Biaguê Na Ntan salientou também que a cerimónia representa um "passo gigantesco no que respeita ao apetrechamento das Forças de Defesa e Segurança com recursos humanos habilitados para fazer face aos desafios impostos às Forças Armadas".
Mas também, acrescentou, um "contributo para a reestruturação e reorganização das Forças Armadas no quadro da implementação de reformas que se querem nos setores da defesa e segurança".
De acordo com DW, a cerimónia de juramento de bandeira inclui também os novos elementos da Guarda Nacional. Para as Forças Armadas foram recrutados 642 elementos do sexo masculino e 178 do sexo feminino. Os novos soldados vão ser agora distribuídos pelos vários quartéis do país. O último recrutamento militar obrigatório na Guiné-Bissau foi feito em 1992.
Notabanca; 03.12.2017
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