COMUNICADO: O Coletivo dos Partidos Políticos Democráticos da Guiné-Bissau Unidos contra a Ditadura na Diáspora-Europa, em Portugal, liderado pelo PAIGC tendo por porta-voz, a APU/PDGB, e que congrega mais 20 partidos guineenses, reuniu-se extraordinariamente, hoje em Lisboa, para proceder à análise da situação política explosiva prevalecente neste momento na Guiné-Bissau à luz da bárbara repressão perpetrada pelas Forças da Defesa e Segurança, a mando do senhor Presidente da República, Dr. José Mário Vaz, contra a Manifestação pacífica organizada e realizada por aquele Coletivo, hoje, 16 de novembro corrente, em Bissau, e dos esforços propositados do senhor Presidente da República para travar a aplicação harmoniosa do Roteiro de Bissau e dos Acordos de Conakry e a implantação de regime autoritário ditatorial na Guiné-Bissau.
Tendo
impotentemente assistido às brutalidades cometidas pelas forças de segurança
contra os nossos dirigentes e os manifestantes que pacificamente exigiam o seu
direito de viver, estudar e trabalhar em paz e estabilidade no seu país, nos
termos da lei;
Tendo tomado
conhecimento da carga policial contra os líderes do Coletivo, os militantes,
responsáveis e dirigentes dos partidos membros do Coletivo que pacificamente
tomaram parte na referida Manifestação pacífica;
Extremamente
preocupados com a clara recusa do senhor Presidente da Republica em cumprir com
os Acordos de Conakry, nos termos fixados pela CEDEAO e pelo Conselho de
Segurança da ONU, colocando o país em rota de colisão com a comunidade
internacional de que depende económica e financeiramente;
Decididamente
mobilizados contra as derivas do senhor Presidente da Republica com clara
intenção de implantar um regime ditatorial na Pátria de Cabral.
Os partidos,
membros do Coletivo dos Partidos Democráticos da Guiné-Bissau na
Diáspora-Europa, liderado pelo PIGC tendo por porta-voz APU/PDGB, decidem:
1. Condenar
com veemência as brutalidades cometidas pelas forças de defesa e segurança
contra a pacífica Manifestação realizada, hoje, em Bissau, pelo Coletivo dos Partidos
Políticos Democráticos a Guiné-Bissau.
2.
Manifestar a sua solidariedade para com as vítimas das brutalidades policiais e
exigir das autoridades nacionais a realização de um inquérito imparcial para o
apuramento das responsabilidades.
3. Condenar
as intimidações e perseguições dos dirigentes, responsáveis e membros do
Coletivo dos Partidos Democráticos pelas forças policiais a mando do Presidente
da Republica e do seu Governo inconstitucional, ilegal e fora dos Acordos de
Conakry.
4. Felicitar
o Coletivo dos Partidos Políticos Democráticos da Guiné-Bissau e os seus
dirigentes pelo sucesso absoluto da Mega Manifestação hoje realizada em Bissau
em frente ao Palácio da Republica Bissau na Praça dos Heróis Nacionais.
5.
Manifestar a sua solidariedade indefetível para com todos os líderes e
dirigentes do Coletivo, bem como com todos os militantes e responsáveis dos
partidos do Coletivo denunciando e condenando veementemente a forma como foram
torturados e ‘gaseados’ com bombas lacrimogéneas que configura abuso de poder e
violação dos direitos humanos e políticos que o atual governo golpista,
inconstitucional e ilegal está a implementar no nosso país.
6. Apelar as
forças vivas da Nação - partidos políticos, organizações sindicais e da
sociedade civil, femininas e juvenis, no país e na diáspora, para se juntarem
ao Coletivo dos Partidos Democráticos da Guiné-Bissau- para se organizarem e se
unirem numa Frente Patriótica visando o restabelecimento definitivo da
democracia na Guiné-Bissau.
7. Advertir
a CEDEAO para os tumultos políticos e sociais que poderão advir pela não
implementação dos Acordos de Conakry encorajando-a a aplicar imediatamente as
sanções contra os políticos que impedem o cumprimento dos mesmos enquanto única
saída para a crise política que afeta o país há mais de 2 anos.
8. Apelar às
autoridades políticas portuguesas e europeias bem ainda às organizações da
sociedade civil de Portugal, da Europa e à comunidade internacional, em geral,
para estarem atentas ao evoluir da crise política guineense pressionando o
senhor Presidente da Republica e todos os outros políticos guineenses no
sentido de cumprirem com os compromissos assumidos perante a ONU, UA, UE,
CEDEAO e CPLP.
Feito em
Lisboa aos 16 dias do mês de novembro de 2017
O Coletivo
dos Partidos Democráticos da Guiné-Bissau Unidos contra a
Ditadura/Diáspora-Europa
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