
Forças Armadas Revolucionadas do Povo
(FARP) completaram hoje 16 de Novembro, os cinquenta e três anos da fundação. Isto
numa altura em que o comandante em chefe das Forças Armadas José Mário Vaz está
fora de Bissau.A cerimónia decorreu no aquartelamento da Fortalez a de Amura, presenciada pelo chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas.
General Biague Na N´Tan disse que com a liderança ponderada respira de alívio: “veteranos que vieram da luta armada” pela independência “estão cansados e querem sair” do exército. Mas, disse, os que os vão substituir devem ter em mente que as Forças Armadas “nunca devem envolver-se em querelas políticas” e que o seu papel “é o de respeitar a Constituição e o poder civil”.
Biaguê Na Ntan pediu aos militares para que coloquem espinhos no corpo para que os políticos não tenham a tentação de se encostar a eles, quando pretendem fazer algo contra o país. O general disse também que os cerca de mil novos recrutas devem prestar o juramento da bandeira a 2 de dezembro. Adiantando que o sonho passaria pela formação e capacitação “constante de todos os militares”, modernização das instalações, incorporação de novos soldados, e promoção das mulheres nas esferas de decisão. “Tenho o sonho de um dia ver uma mulher a chefiar algum ramo das nossas Forças Armadas”, declarou o general Na Ntan.
Em representação das autoridades civis, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Malu, felicitou as Forças Armadas, particularmente o general Na Ntan “pela mudança das mentalidades” no exército guineense. O político deu como exemplo a transformação do antigo clube militar, situado no bairro da Santa Luzia, no novo hotel das Forças Armadas, inaugurado esta quinta-feira.
Notabanca; 16.11.2017
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