sexta-feira, 25 de agosto de 2017

CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU DISCUTE CRISE POLÍTICA GUINEENSE 
O Representante especial do Secretário-geral das Nações Unidas na  Guiné-Bissau, Modibo Touré, fez um informe ao Conselho de Segurança nesta quinta-feira e atualizou o órgão sobre a crise política no país que já dura dois anos.
O último relatório do secretário-geral sobre a Guiné-Bissau afirma que não houve progresso em direção à implementação do Acordo de Conacri, que foi negociado em outubro passado pela Comunidade Económica da África Ocidental, CEDEAO, para resolver a crise.




O relatório cita ainda que, na ausência de uma solução para a crise política, existe um risco de que a situação política e de segurança piore, especialmente com a aproximação de eleições legislativas previstas para maio de 2018.



O representante especial do secretário-geral, Modibo Touré, disse ao Conselho que a situação política na Guiné-Bissau evoluiu desde seu último informe ao órgão em fevereiro.



Touré, que é chefe do Escritório de Consolidação da Paz das Nações Unidas no país, UNIOGBIS, afirmou que a resolução da crise na Guiné-Bissau, dentro da plataforma do Acordo de Conacri, exige apoio e envolvimento da comunidade internacional. Ele defendeu ainda que existem condições essenciais para a implementação do tratado.



O embaixador do Brasil junto à ONU, Mauro Vieira, lidera a Configuração Guiné-Bissau da Comissão da Constituição da Paz das Nações Unidas e falou ao Conselho de Segurança sobre sua recente visita ao país e à Portugal para discutir a crise.



Falando em inglês, Vieira fez um apelo a todos os atores políticos para que se envolvam em um diálogo nacional tendo em vista a implementação do Mapa

de Seis Pontos de Bissau e o Acordo de Conacri.



Entre outros pontos, o embaixador brasileiro também parabenizou as forças armadas da Guiné-Bissau por seu respeito à Constituição.

Notabanca; 25.08.2017

Sem comentários:

Enviar um comentário