sexta-feira, 26 de abril de 2019

CAMPANHA DE CAJU VAI MAL NA SUB-REGIÃO E GOVERNO DEVE DIZER A VERDADE AO POVO
O presidente da Associação de Exportadores da Guiné-Bissau, Mamadu Iero Djamanca, disse hoje que a campanha de comercialização e exportação de caju não está a correr bem. 
"A campanha não está a correr bem, desde o mato até aos armazéns, e há razões para isso", afirmou Mamadu Iero Djamanca, depois de um encontro com o primeiro-ministro para analisar a campanha e durante a qual foi pedido a todos para darem uma contribuição para que as coisas corram melhor.
Segundo Mamadu Iero Djamanca, o Governo tem de contar à população à verdade e dizer que o problema não é só da Guiné-Bissau, está a acontecer em todos os países da sub-região, embora considere que é necessário melhorar o preço que está a ser feito pelo produtor.

GOVERNO QUER VIABILIZAR CAMPANHA E BAIXA BASE TRIBUTÁRIA SOBRE TONELADAS DE CASTANHAS 
O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, anunciou hoje que baixou a base tributária da castanha de caju de 1.225 dólares para 1.050 dólares por tonelada exportada.
"Tomei a decisão de baixar a base tributária, que tínhamos fixado em 1.225 dólares por tonelada para 1.050 dólares, porque a campanha está a demonstrar que o mercado neste momento está a produzir uma certa flutuação de preço que tem estado mais para baixo do que para cima ", afirmou Aristides Gomes aos jornalistas.
PGR PEDE A PJ RESPEITO AO TRÂMITES LEGAIS EM PROCESSOS DE INVESTIGAÇÃO
O Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau, Bacar Biai, advertiu a Policia Judiciaria guineense (PJ), a respeitar os parâmetros legais em qualquer processo de investigação, incluindo o processo de "Arroz do Povo", que envolve o ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos.
Embora tenha afirmado que não conhece o conteúdo do processo que tinha ordenado a detenção do atual ministro da Agricultura suspeito de ter desviado, para fins pessoais, cerca de 36 toneladas de arroz que faziam parte de uma doação da China encontradas na sua quinta em Tchalana.
Para Biai a investigação e a procura de verdade dos fatos não se faz a todo custo, mas sim em conformidade com ditames da lei do país.
PGR falava na quinta-feira, 25 de abril de 2019, aos microfones da rádio Jovem no final do encontro com o Presidente da República, na qual apelou aos magistrados do Ministério Publico e a PJ para cumprirem com a lei em qualquer processo.
Apesar de apreensão de muitas toneladas do arroz pela PJ guineense, o processo não teve seguimento, após impedimento da detenção do ministro.
A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), descreveu o cenário como uma tentativa de impedir a PJ de descobrir quem roubou o chamado "Arroz do povo".
Além da apreensão feita numa propriedade do ministro da Agricultura, a PJ já tinha confiscado outras tantas toneladas de arroz que estavam armazenadas na região de Bafatá alegadamente na propriedade da empresa Cuba Ltda, cujo dono é Botche Candé, antigo ministro do Interior e conselheiro especial do Presidente da Republica, José Mário Vaz.
Notabanca, 26.04.2019