O número de países seguros para os jornalistas continua a cair no mundo, devido a uma hostilidade contra o exercício da profissão, segundo o relatório anual da ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), que aponta que a maior deterioração ocorreu nas Américas do Norte e do Sul, com o prenúncio de um período sombrio no Brasil, noticiou a AFP.
O país perdeu três posições (105 entre 180 países) no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, e se aproxima da zona vermelha, com quatro jornalistas assassinados.
A eleição de Jair Bolsonaro, após uma campanha marcada pelo "discurso de ódio, a desinformação, a violência contra os jornalistas e o desprezo aos direitos humanos, prenuncia um período sombrio para a democracia e a liberdade de imprensa".
"A hostilidade contra os jornalistas e inclusive o ódio do qual fazem eco dirigentes políticos em muitos países, acabou provocando agressões mais graves e frequentes" contra estes profissionais, o que suscita um "clima de medo inédito em alguns lugares", condenou nesta quinta-feira (18) a ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF).


