sexta-feira, 12 de abril de 2019

PRS RESPONSABILIZA ARISTIDES GOMES PELAS AÇÕES DA POLÍCIA JUDICIÁRIA E ACUSA PJ DE VIOLAR A LEI
 O PRS saiu hoje em defesa do seu dirigente igualmente, ministro da Agricultura, supostamente envolvido no desvio do arroz de povo doado pela China
O Partido da Renovação Social acusou a Polícia Judiciária de praticar atos ilegais e lesivos ao direito fundamental do ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos por ter mediatizado uma matéria sob investigação.
As acusações foram proferidas esta sexta-feira pelo porta-voz do partido Vítor Pereira que considerou ainda de ilegal a preensão do arroz na quinta do ministro Nicolau dos Santos em Tchalana e em Bafatá este ultimo propriedades de Botche Candé, conselheiro do presidente d Republica.
“ A Policia Judiciaria foi para lá dos seus limites de competência, e ainda praticou atos ilegalmente lesivos dos direitos e liberdades fundamentais do cidadão Nicolau dos Santos através da mediatização de uma matéria sob investigação e cobertura pelo segredo de justiça, no caso da divulgação nos media das imagens da apreensão ilegal do arroz em Bafatá e Tchalana e ameaça de assalto à residência do ministro para o retirar de lá à força a fim de o conduzir às instalações da PJ para ser detido e humilhado”, acusa o porta-voz dos renovadores.
Por outro lado, o porta-voz apontou que a ação é liderada pelo primeiro-ministro e visa atingir politicamente altas personalidade do PRS para, “primeiro, decapitar e fragmentar uma direção incómoda que veda a inconfessável vontade do PAIGC de voltar à hegemonia no cenário político e segundo de poder ter voz dentro do seu partido e assim lograr os seus intentos de eventual candidatura presidencial”
Entretanto, presente no mesmo encontro, o líder dos renovadores Alberto Nambeia afirmou que seu partido não vai tolerar mais provocações tendo depois apelado os militantes a se manterem vigilantes e unidos a quaisquer “manobras”.
Notabanca; 12.04.2019
“GOLPE INSTITUCIONAL EM BISSAU VISA DESMANTELAR ALICERCES DO ESTADO DE DIREITO” 
Um número considerável dos efetivos da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) foi colocado na residência do Ministro da Agricultura, alvo de um mandado de detenção, cuja execução foi impedida pelos mesmos agentes.
O país está perante um golpe institucional que visa perpetuar a impunidade e, por conseguinte, desmantelar os alicerces do estado de direito.
Aqueles que estão por de trás destes atos ilegais de obstrução à Justiça, devem saber que cedo ou tarde, serão igualmente responsabilizados judicialmente.
Num estado de direito, todos os cidadãos estão sujeitos ao escrutínio da justiça, sobretudo, aqueles cujas atuações consubstanciam em prática de atos ilícitos.
Nada vale resistir contra uma ordem judicial utilizando mecanismos ilegais que ajudam a opinião pública reforçar a convicção de culpabilidade.
É importante que todos os implicados neste processo, observem a serenidade e o respeito escrupuloso das leis em vigor na Guiné-Bissau, mormente, as atribuições e competências das instituições judiciárias e os direitos, liberdades e garantias dos suspeitos.
Notabanca; 12.0.04.2019