segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

“PRS É CÚMPLICE NA MORTE DE KOUMBA IALÁ”
A morte misteriosa de Koumba Ialá líder fundador do PRS volta a ribalta na cidade de Bissau. 
Hoje, a irmã do malogrado acusou aos dirigentes do PRS pela morte do irmão que terá começado em plena campanha eleitoral quando apoiava o candidato independente, Nuno Gomes Nabiam. 
De acordo com a Joana Cobde Nanque candidata ao deputado dom partido da APU-PDGB para o círculo-29, o “PRS é cúmplice” pelo desaparecimento físico do irmão porquanto, tudo foi preparado tão rápido de forma enigmática, para se ceifar a vida de quem ajudou muitos dos seus companheiros a progredirem na vida. Joana Cobde anunciou que, após a morte, pretendia submeter o corpo do irmão ao exame médico para se apurar as circunstâncias da natureza da morte mas, não teve nenhum apoio do PRS. Os renovadores limitaram-se por simplesmente, a declinar do assunto como se fosse Koumba Ialá não é líder fundador do partido. Por agora, segundo ela, estão unidos a usar injustamente, a imagem de Koumba Ialá para angariar votos.
Joana Cobde afirma que a morte do líder carismático dos renovadores poderá estar relacionado com uma eventual envenenamento. Daí que disse esperar a justiça divina para punir impreterivelmente, os autores do assassinato do irmão antes de desaparecerem fisicamente neste mundo de vivos.
Lembrar que, um dos dirigentes do PRS também acusou a atual direção do partido no assassinato de Koumba Ialá para se poderem ter ganhos políticos na carreira.
Koumba Ialá não se padecia de nenhuma enfermidade. Todavia, denotou-se em declínio de forma súbita nele na noite de 04 de abril de 2014 em plena campanha eleitoral no Sul do país, transportado para capital e, morreu no mesmo dia na sua residência em Bissau. A família reclama justiça.

Notabanca; 25.02.2019
MADEM G-15 DESOBEDECE ORDEM JUDICIAL RECUSA RETIRAR-SE DA SEDE DA UDIB EM BISSAU 
O advogado do PAIGC pediu hoje em conferência de imprensa ao Movimento para Alternância Democrática “MADEM-G15” a aceitar a decisão judicial desocupando o espaço a frente da União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB) onde instalou um palco para comício de campanha eleitoral.
O pedido de Carlos Pinto Pereira vem na sequência da decisão do Tribunal Regional de Bissau emitido sexta-feira, na qual ordena “MADEM-G15” a abandonar as instalações do UDIB e deixar, sem qualquer pretexto, de fazer todos os atos de exercício que pode por em causa atividade do PAIGC e o direito de utilização do espaço.
“Há três dias que esta força política recebeu a notificação do Tribunal e até aqui não há nenhum sinal da retirada no espaço, disse, considerando a atitude, não só de desobediência à uma ordem judicial, bem como de uma ofensa ao PAIGC, porque, enquanto formação política tem direito de fazer a sua propaganda política e precisa daquele espaço para o efeito.
“Como sabem, são duas forças políticas concorrentes e não podem ocupar o mesmo espaço, porque num ambiente deste é muito fácil haver desordem com consequência inesperadas. Por isso deve ser prevenida”, sustentou Carlos Pinto Pereira que acrescentou que o PAIGC entrou com uma previdência cautelar junto do tribunal para reclamar o direito ao espaço cedido pela Câmara Municipal de Bissau.
Conforme o advogado, o Tribunal deu razão ao PAIGC ou seja ordenou ao MADEM-G15 a retirar o palco instalado a frente da UDIB e se abdicar de todos os atos e exercícios que podem por em causa as atividades do PAIGC ou de integridade física dos cidadãos sobretudo dos militantes e simpatizantes do PAIGC.
Caso contrário, o advogado do PAIGC admite possibilidade de solicitar a intervenção da força de ordem para obrigar o MADEM a retirar o palco.
De acordo com Carlos Pinto Pereira, o PAIGC dirigiu uma carta à Câmara Municipal de Bissau pedindo a utilização da Avenida Amílcar Cabral durante o período da campanha eleitoral desde dia 15 Janeiro e que a câmara autorizou o uso do referido espaço no dia 20 do mesmo mês e que essa cedência teria sido  informada aos responsáveis da UDIB e ao Comissariado da Polícia da Ordem publica, no dia 22 de Janeiro de 2019.
Notabanca; 25.02.2019
LÍDER DO PAIGC PROMETE UMA NOVA ERA  NO PAÍS
Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, disse que, após proclamação dos resultados eleitorais, a Guiné-Bissau entrará numa nova era.
Domingos Simões Pereira, que falava no comício popular realizado no sábado, no bairro" Lala Quema", disse que esta nova era será onde os estudantes não vão se preocupar mais com as greves e distúrbios no sector do ensino, e só preocuparão com os conhecimentos que vão adquirir.
Ainda disse que a a partir daquela data os professores vão passar a ser profissionais da educação, não só ao nível da formação mas também ao nível das motivações que os farão dedicar unicamente e exclusivamente ao professorado.
Segundo o líder do PAIGC, o país precisa de infraestruturas adequadas para a educação e aprendizagem, bem como currículos escolares correspondentes a realidade do país.
MINISTRO PROMETE SOLUCIONAR DIFERENDO ENTRE TRIBUNAL E EMPRESA SEMLEX-BISSAU
O ministro de Justiça e Direitos Humanos prometeu este fim-de-semana solucionar ainda esta semana o diferendo existente entre a empresa Semlex e o Tribunal de Conta (TC).
Os Bilhetes de Identidade (BI) para cidadãos guineenses não são emitidos há cerca de uma senama, devido a ordem de encerramento do estabelecimento onde essas peças de identificação nacional eram produzidos, dada emitida pelo Tribunal de Contas.
Segundo a Rádio Sol Mansi, em causa está a falta de pagamento do Visto Contratual por parte da empresa.
“É necessário que o Estado se encarregue da produção de BI por serem documento de soberania, para se evitar  situações que possam prejudicar o povo em geral”, disse o ministro.
Acrescentou que a empresa Semlex não tem Base de Dados no país, situação que pode ser muito prejudicial para o país no futuro.
Iaia Djaló declarou que não defende a  empresa mas que o TC devia comunicar a decisão ao Ministério da Justiça por ser a entidade do estado que tutela os serviços da Semlex. 
 “Não estou de acordo com a empresa por ter acumulado as dívidas, mas também não concordo com o procedimento de Tribunal de Contas por ter tomado uma medida prejudicial ao povo guineense”, sublinhou aquele governante.
A Semlex é uma empresa privada estrangeira que produz BI biométrico para cidadãos da Guiné-Bissau, na base de um contrato estabelecido em 2016.
Notabanca; 24.02.2019
DIRETORA DA RÁDIO NACIONAL ACUSA JUÍZA DA VARA CRIME DE “ABUSO DE PODER” AO MANDAR DETÊ-LA 
A Directoria-geral da Rádio Difusão Nacional (RDN),acusou hoje a juíza de direito da Vara Crime do Tribunal Regional de Bissau, Mónica Cooper de abuso de poder ao mandar detê-la por alegada violação da lei, pela não difusão de um comunicado do Tribunal Regional de Bissau que pedia a comparência de um suspeito.
Falando numa conferência de imprensa, Mónica Buaro da Costa disse que no passado dia 18 de Fevereiro foi chamada pela Polícia Judiciária (PJ) onde foi informada do mandado de detenção por alegadamente desrespeitar a lei de colaboração institucional.
“Questionei ao agente da PJ sobre o processo ou seja há um processo sobre um cidadão e no entanto o visado não sabe do sucedido até a fase da sua detenção sem saber o que fez e nunca foi ouvido. O agente esclareceu que eles não questionam os documentos vindos dos tribunais mas que simplesmente os executam”, disse.
FERNANDO VAZ QUER COMEÇAR “TUDO DO ZERO”
A União Patriótica Guineense (UPG), um dos partidos candidatos às eleições legislativas de 10 de março na Guiné-Bissau, propôs hoje começar o país do zero, nomeadamente nos setores da educação, saúde e judicial.
"Em termos programáticos a nossa proposta é fazer tudo do zero, uma vez que os 46 anos de independência não trouxeram nada de novo, antes pelo contrário, no setor da educação nós massificamos o ensino e perdemos totalmente a qualidade do ensino. Temos muita gente que faz o sétimo ano e que não é capaz de escrever uma carta. Por isso temos de começar do zero", afirmou à Lusa o líder da UPG, Fernando Vaz.
Segundo Fernando Vaz, que foi ministro do Turismo no governo liderado por Umaro Sissoco Embalo, o mesmo princípio se aplica ao setor da saúde.
"Os nossos hospitais desapareceram quase todos, os dispensários não existem, toda a estrutura que herdamos do colonialismo, a maior parte, desapareceu e não fomos capazes de substituí-los por outras estruturas", salientou.
“MACKY SALL REELEITO NA PRIMEIRA VOLTA DAS PRESIDENCIAIS COM 57% DOS VOTOS” 
O Presidente Macky Sall venceu um segundo mandato nas eleições presidenciais de ontem, 24 de fevereiro, anunciou o primeiro-ministro senegalês, Mohammad Boun Abdallah Dionne.
Numa declaração em nome da coligação presidencial e do candidato Macky Sall, o primeiro-ministro avançou que ”De acordo com os resultados provisórios, recolhidos das assembleias de voto e saudando a imprensa senegalesa, que contribui significativamente para a democracia do nosso país (…) Depois da contagem, acreditamos que devemos felicitar o presidente pela sua reeleição na primeira volta. Estes resultados compilados expressam que o nosso candidato foi vitorioso com maioria. Estes resultados, foram contabilizados por departamento. (…). Hoje, podemos esperar um mínimo de 57% para o candidato Macky Sall “, declarou o governante.
No seu comunicado, na sede da coligação, o chefe de governo deu graças primeiramente a Deus, pela simples razão de que a eleição foi realizada “com transparência, como assinalado  pelos vários observadores”.
Boun Abdallah Dionne também quis, em nome da coligação Bby, “prestar homenagem ao povo senegalês que votou massivamente”.
Mas também para congratulou-se por as tão esperadas eleições presidenciais tenham ocorrido sem qualquer violência. Daí a sua convicção de que “amanhã, como sempre, o trabalho recomeçará”.
Notabanca; 24.02.2019