sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
GOVERNO PAGA SALÁRIOS APÓS 15 DETENÇÕES E MAIS DE DEZ FERIDOS NA MARCHA DOS ALUNOS EM BISSAU

Manifestação dos alunos na cidade de Bissau resultou-se
em quinte detenções e mais de dez feridos entre os quais, um policial.

Os alunos bloquearam hoje algumas vias das ruas da capital, exigindo o fim da creve dos professores nas escolas públicas da
Guiné-Bissau, que já perderam o primeiro período, (primeiro trimestre) de
aulas.
Tudo começou como uma marcha pacífica ladeada do corpo
policial, terminou como um campo de ringue entre os alunos e os polícias na "Chapa de Bissau".
Com o efeito, o Comissario Nacional da POP pediu aos alunos para cessarem
a violência e regressarem para as suas proveniências.
Celso de Carvalho não tem dúvida que a manifestação embrulhou
filtrados que atacaram com pedras e garrafas contra a força de segurança.
Com tudo, Celso de Carvalho admite ainda existência de algumas bolsas de resistência nas ruas de Bissau.
Com tudo, Celso de Carvalho admite ainda existência de algumas bolsas de resistência nas ruas de Bissau.
“A partir de agora quem foi encontrado na rua a
perturbar será punido conforme a lei”, alertou o Comissario Nacional.
Notabanca soube que, o Governo anunciou hoje o
pagamento de dois meses de salários aos professores.
Agnelo Regala porta-voz do coletivo governamental assegurou
que durante a marcha se filtraram algumas pessoas, obstruindo as principais
vias de acesso a centro de cidade de Bissau, incendiando pneus e atirando pedras e garrafas em todas as direções com propósito de inviabilizar o processo eleitoral.
“Quando Estado é coxo não dá valor a nada”. Vergonha nacional.
Notabanca; 08.02.2019
“Quando Estado é coxo não dá valor a nada”. Vergonha nacional.
ALUNOS BLOQUEARAM RUAS DE BISSAU PARA EXIGIR FIM DA GREVE DOS PROFESSORE

Alunos das escolas
públicas ocuparam esta quinta-feira, 07 de Fevereiro, as principais avenidas da
capital da Guiné-Bissau para exigir o fim da greve dos professores, que mantêm
um braço de ferro com o Governo quanto ao pagamento de salários em atraso.
Os transeuntes, sobretudo pessoas que tentavam chegar de carro ao mercado
de Bandim, questionavam os motivos do bloqueio, mas rapidamente deixavam sinais
de agrado com a manifestação dos alunos. “Essas crianças estão no seu direito
de ir à escola, são os nossos filhos”, disse à Lusa Enfamara Cissé, comerciante
no Bandim.
Após duas vagas de greves, os professores das escolas públicas anunciaram, na quarta-feira, uma nova paralisação laboral, de 30 dias, a partir da próxima segunda-feira, para reclamar do Governo o cumprimento de uma série de acordos que possibilitaram o levantamento da última greve em dezembro. Mas, segundo os estudantes, alguns professores já não compareceram esta quinta-feira em algumas escolas públicas.
Entre os pontos do referido acordo, figura o pagamento de salários em atraso a várias categorias de professores, nomeadamente os contratados e novos ingressos, bem como aplicação efetiva do Estatuto da Carreira Docente.
Três sindicatos que representam os professores acusam o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, de ordenar o bloqueamento, nas Finanças, do pagamento aos docentes que estiveram em greve no mês de dezembro. Um porta-voz dos sindicatos dos professores, Bunghoma Sanhá, admitiu a possibilidade de o ano letivo ter que ser anulado pelo Governo, a quem acusa de insensatez.
Francisco da Silva,
jovem aluno do liceu Agostinho Neto, disse à Lusa que os estudantes decidiram
bloquear as estradas de Bissau para demonstrar o seu desagrado com “as
sucessivas greves dos professores”. “Se estão a bloquear as nossas aulas, então
também nós vamos bloquear as atividades dos adultos”, cortando as circulações
dos automóveis, afirmou Francisco da Silva.
Empunhando um megafone na mão, o jovem, de 18 anos, incentivava os colegas a não terem medo perante o cordão policial que se encontrava diante dos alunos que se agruparam na rotunda do mercado do Bandim, ao lado do parlamento guineense.
Vindos de todos os liceus públicos de Bissau, centenas de jovens ocuparam as avenidas Combatente da Liberdade da Pátria — que liga o Palácio do Governo no bairro de Brá ao centro da cidade — e Amílcar Cabral, que vai do Palácio da Presidência à baixa de capital guineense. Alguns entoavam cânticos como: “Deem-nos os nossos direitos” ou “Queremos ir à escola”. A polícia apenas interveio quando alguns tentaram agredir pessoas ou vandalizar carros.
Empunhando um megafone na mão, o jovem, de 18 anos, incentivava os colegas a não terem medo perante o cordão policial que se encontrava diante dos alunos que se agruparam na rotunda do mercado do Bandim, ao lado do parlamento guineense.
Vindos de todos os liceus públicos de Bissau, centenas de jovens ocuparam as avenidas Combatente da Liberdade da Pátria — que liga o Palácio do Governo no bairro de Brá ao centro da cidade — e Amílcar Cabral, que vai do Palácio da Presidência à baixa de capital guineense. Alguns entoavam cânticos como: “Deem-nos os nossos direitos” ou “Queremos ir à escola”. A polícia apenas interveio quando alguns tentaram agredir pessoas ou vandalizar carros.
Após duas vagas de greves, os professores das escolas públicas anunciaram, na quarta-feira, uma nova paralisação laboral, de 30 dias, a partir da próxima segunda-feira, para reclamar do Governo o cumprimento de uma série de acordos que possibilitaram o levantamento da última greve em dezembro. Mas, segundo os estudantes, alguns professores já não compareceram esta quinta-feira em algumas escolas públicas.
Entre os pontos do referido acordo, figura o pagamento de salários em atraso a várias categorias de professores, nomeadamente os contratados e novos ingressos, bem como aplicação efetiva do Estatuto da Carreira Docente.
Três sindicatos que representam os professores acusam o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, de ordenar o bloqueamento, nas Finanças, do pagamento aos docentes que estiveram em greve no mês de dezembro. Um porta-voz dos sindicatos dos professores, Bunghoma Sanhá, admitiu a possibilidade de o ano letivo ter que ser anulado pelo Governo, a quem acusa de insensatez.
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