quinta-feira, 17 de agosto de 2017

BIJAGÓS SEGREDO DO ATLÂNTICO A QUATRO HORAS DE PORTUGAL 
Arquipélago africano tem pessoas que nos enchem o coração, água quente, aventura e frutos tropicais.
O Arquipélago dos Bijagós faz parte da Guiné-Bissau e é constituído por 88 ilhas, situadas ao largo da costa africana. Destacam-se as ilhas de Bubaque, Maio, Orango, Ponta, Roxa e Rubane. 
Conhecido como o segredo do Atlântico, o arquipélago encontra-se, desde 1996, na lista da Unesco como reserva da biosfera. Possui uma grande diversidade de flora e de fauna, incluindo espécies raras de hipopótamos, macacos, tartarugas e crocodilos. As águas são quentes e as paisagens a perder a vista. O tipo de clima é variado, podendo ser muito seco ou húmido. 
O povo é pacífico e as taxas de criminalidade são baixas. O destino é recomendado para quem procura a aventura e o regresso à natureza no seu estado mais puro. 
Tabanca da rainha Okimpa Pampa, a resistente
Uma das paragens obrigatórias para quem faz esta viagem são as tabancas, expressão que significa pequenas povoações. Tive oportunidade de visitar a da rainha Okimpa Pampa, venerada no arquipélago por ter resistido à colonização portuguesa. Situa-se na ilha de Orango e fica a três quilómetros do Orango Parque Hotel. 
GUINEENSES, UM POVO PURO E ALEGRE 
A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo, com um histórico de grande instabilidade política. Apesar da imagem sombria, as pessoas são amáveis e carinhosas. O povo é puro, alegre e trata os turistas como iguais.
Se estiver perdido ou precisar de alguma coisa, os guineenses estão sempre dispostos a ajudar. Se for a Bissau tem de experimentar partilhar um táxi, porque levará muitas histórias consigo. 
Nas ilhas dos Bijagós, o povo é igualmente simpático e sempre disposto a ‘dar a mão’. Vai sair da viagem de coração cheio e com vontade de voltar (o mais rápido possível). É uma experiência para a vida. 
Notabanca; 17.08.2017
INCONFORMADOS AGENDAM RETIRO  “REFLETIR CONSCIENTE E ATUAR INCONFORMADO.”
Movimento dos Cidadãos Conscientes e inconformados (MCCI) e de mais organizações em defesa dos valores democráticos no país, não se desarmam.
O grupo agendou para sábado, 19 de agosto em Bissau, um retiro sob o lema: “Refletir Consciente e Atuar Inconformado.”~De acordo com o porta-voz do MCCI, o retiro visa refletir sobre a atual situação socio politica do país e das atividades dos inconformados para que possam projetar de forma positiva com mais ações para a reafirmação da verdade.
Sumaila Djaló afirma que “todos os direitos dos cidadãos guineenses estão sendo postos em causa pelo regime ditatorial do Presidente Mário Vaz.”
“Liberdade à marcha, manifestação, reunião, vigília e de mais direitos consagrados na Constituição da República, todos foram restringidos pelo JOMAV e os seus acólitos”.
O ativista assegura que o povo votou para ser governado pelos eleitos do povo. Mas acontece que, no atual regime, só o Presidente Mário Vaz foi eleito pela vontade popular. Todos outros poderes do regime não provêm do veredito das urnas.
A organização promete intensificar a manifestações cívicas para a dissolução do Parlamento, exoneração do Governo de Sissoco e a renúncia do Presidente Vaz para que o país possa ir às eleições de forma livre e transparente.
Notabanca; 17.08.2017