quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ADVOGADOS EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS E ADVOGACIA “VIOLADOS PELA POLÍCIA JUDICIÁRIA”
O escritório da Tsidkenu Advogados e Jurisconsultos, numa única frente denunciaram hoje em Bissau, aquilo que se consideram de “graves violações dos direitos humanos, agressões físicas e verbais contra os advogados José Paulo Semedo, Ruth Monteiro e Delzito, perpetuados recentemente pelos responsáveis máximos e agentes da Polícia judiciária guineense nas suas instalações, em Bissau”. 
A organização insta às autoridades para uma investigação profunda de modo a conduzir os seus autores a justiça e colocá-los fora da PJ.
Fernando Gomes antigo presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos advogado de profissão denunciou que o advogado “Delzito” foi agredido fisicamente por um agente da PJ de nome Viriato Ndú e expulso das instalações da Polícia Judiciária, a quando da defesa do seu constituinte.
Por seu turno, José Paulo Semedo assegurou que três dos seus clientes foram detidos de forma ilegal nas celas de PJ e, um deles por recusar assinar autos de declaração.
“Agente da PJ deturpou os autos de declaração com tentativa de pegar o declarante, mas esse descobriu recusou assinar a declaração. Eu na qualidade do advogado ao intervir me expulsaram da sala, a mando do inspetor da PJ, Braima Sané” diz Paulo Semedo.
Na mesma dinâmica, Francisco Conduto de Pina, passou algumas horas nas prisões da PJ. Conforme Ruth Monteiro, advogada, pelo fato de afirmar que Conduto de Pina é deputado vitalício, que não há mandado, não há crime, não há flagrante delito, o policial da PJ zangou-se com ela disse-lhe que está a perturbar. Reagiu com gritos arrastando-lhe fora das instalações da PJ, com torturas físicas, ferimentos e palavras obscenas na tentativa de defender o seu cliente. Pelo que, ameaça tentar uma ação judicial contra o Estado da Guiné-Bissau, já que os responsáveis da PJ desobedeceram a notificação judicial, perante tratamentos degradantes contra a sua pessoa.
“O Dr. Juceline, para ocupar a função do diretor Nacional da PJ deveria saber que em termos da lei é possível embargar uma obra, não pode deter ninguém domingo a tarde sem mandato de detenção e sem que haja em flagrante delito. Isto é ilegal e inaceitável”. Defendia advogada Ruth.
Ruth Monteiro adiantou que as autoridades do país que deveriam proteger os cidadãos são aquelas que ofendam e atacam os cidadãos publicamente cometendo atrocidades que se entendem.
O encontro foi assistido por algumas vítimas.
Notabanca; 16.08.2017
PRESIDENTE GUINEENSE LAMENTA MORTE DE MAIS DE 300 PESSOAS NA SERRA LEOA 
Presidente da Guiné-Bissau José Mário Vaz lamentou hoje a morte de mais de 300 pessoas ocorrida na segunda-feira na Serra Leoa na sequência de um deslizamento de terras na capital daquele país, Freetown.
José Mário Vaz endereçou uma mensagem de condolência ao seu homólogo serra-leonês, Ernest Koroma, manifestando-lhe a solidariedade da Guiné-Bissau e o «profundo pesar» pelos «trágicos efeitos» causados pelo deslizamento de terra.
A Serra Leoa tem sido afetada nos últimos dias pelas fortes chuvas. O deslizamento de terras da última segunda-feira causou vários feridos e motivou o desalojamento de milhares de pessoas.
«Neste momento difícil o nosso pensamento está com todas as vítimas desta tragédia, muito em particular com as famílias que perderam os seus entes queridos», lê-se ainda na mensagem do Presidente guineense a que a Lusa teve acesso.
Também numa mensagem da presidência, o líder guineense condenou o «bárbaro e vil atentado» que teve lugar, no domingo, num café da capital do Burkina Faso, Ouagadougou, ceifando a vida a mais de 10 pessoas e vários feridos.
O atentado foi perpetrado por um grupo terrorista local.
Para José Mário Vaz, «o trágico acontecimento” vai contra os valores universais defendidos pelas nações e povos do mundo pelo que merece «repúdio e condenação» do povo da Guiné-Bissau que manifesta, através da mensagem do Presidente, «as mais sentidas condolências e solidariedade» ao do Burkina-Faso.
Notabanca; 16.08.2017
SOCIEDADE CIVIL CONGREGAVA 171 ORGANIZAÇÕES ESTÁ REDUZIDA A MENOS DE 50 E VIVE EM CRISE
O ciclone da crise politica fustiga tudo e todos no país.
O congresso electivo do Movimento Nacional da Sociedade Civil, na Guiné-Bissau, não tem data marcada, depois de uma acção judicial interposta por um dos candidatos à liderança da organização que viu a sua lista excluída pela Comissão Organizadora. 
Previsto para os finais do ano passado, o congresso foi adiado e deu caminho a um debate sobre o que tem sido o papel da sociedade civil guineense.
Criado em 1999, o Movimento Nacional da Sociedade Civil, estrutura que, inicialmente, congregava 171 organizações, está reduzido na actualidade a menos de 50.