terça-feira, 4 de julho de 2017

“ALA” DE VÍTOR MANDINGA DESAPONTADA COM STJ ACUSANDO LÍDER DO PCD DE SATÉLITE DO PAIGC
Continuam as ondas de discrepâncias políticas no seio do Partido da Convergência Democrática (PCD). 
O porta-voz do grupo, Helton Lázaro Cabral Miranda assegura que tudo que se passou na Convenção do PCD foi manipulado por Vicente Fernandes e manifesta-se duvidoso com a posição unilateral assumida por, Paulo Sanhá, porque conforme adianta, não foram notificados até agora sobre a decisão do Supremo Tribunal de justiça (STJ), que deu razão a direção do Vicente Fernandes.
Isto porque, a ala do ministro, Vitor Mandinga vulgo Nado Mandinga que reclama a liderança do partido, promoveu hoje, uma conferência de imprensa para acusar o Presidente do Supremo Tribunal da Justiça em notificar Vicente Fernandes, líder do PCD.
“Onde está a segurança e certeza da justiça?” Questionou.
Confrontado com a eventual reconciliação no partido, Helton Miranda afirma que Vicente Fernandes é satélite do PAIGC, ao menos que se distancie do PAIGC.
Notabanca; 04.07.2017
CDS/PP QUESTIONA MINISTRO DA CULTURA PORTUGUÊS SOBRE SUSPENSÃO DE EMISSÕES DA RDP E RTP NA GUINÉ-BISSAU 
O CDS/PP entregou hoje no Parlamento um requerimento em que questiona o ministro da Cultura português sobre as razões subjacentes à decisão guineense de suspender as atividades e as emissões dos canais África da RTP/RDP na Guiné-Bissau.
Quatro deputados centristas - Vânia Dias da Silva, João Pinho de Almeida, Ana Rita Bessa e Filipe Lobo d'Ávila -, levantaram outras tantas questões a Luís Filipe Castro Mendes sobre se, de facto, confirma a receção de pelo menos também quatro cartas enviadas pelo Governo guineense - setembro e outubro de 2016 e março e junho de 2017.
PARLAMENTO GUINEENSE MANIFESTA PREOCUPAÇÃO E INDIGNAÇÃO COM SUSPENSÃO DA RTP E RDP
A Assembleia Nacional Popular (ANP) da Guiné-Bissau manifestou hoje, em comunicado, "preocupação e indignação" com a decisão do Governo do país de suspender as atividades e o sinal da RTP e da RDP no país.
"Foi com elevada preocupação e indignação que a Assembleia Nacional Popular, enquanto órgão de soberania representativa do povo guineense, recebeu a inusitada decisão unilateral do Governo inconstitucional da Guiné-Bissau em suspender o Acordo de Cooperação com o Estado português relativo à emissão da RTP e RDP África na Guiné-Bissau", refere.
GOVERNO DISPONÍVEL PARA NEGOCIAR SOBRE RTP E RDP-ÁFRICA-ORDEM JORNALISTAS 
O bastonário da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau, António Nhaga, disse hoje à Lusa que o governo guineense o informou que vai endereçar uma carta ao executivo português, propondo datas para as negociações sobre o fecho da RTP e RDP no país africano.  
As atividades dos dois órgãos portugueses encontram-se suspensas na Guiné-Bissau desde o dia 01 de julho, por ordens do governo guineense que alega, entre outras, a caducidade do acordo que permitiu a sua instalação em 1997.
Preocupado com a situação, o bastonário da Ordem dos Jornalistas, António Nhaga reuniu-se hoje com o ministro guineense da Comunicação Social, Vítor Pereira, que lhe prometeu «abertura total» para iniciar as negociações com a parte portuguesa.
«O ministro disse-me que vai enviar uma nova carta ao seu homólogo português sugerindo-lhe a abertura das negociações com datas precisas», adiantou Nhaga, que se mostrou satisfeito com a abertura do governo guineense.
Fonte do governo confirmou à Lusa que a carta será enviada ainda no decurso desta semana com a proposta de duas datas para as negociações «com vista ao desbloqueamento da situação» do encerramento das emissões da RDP e RTP África na Guiné-Bissau.
O bastonário da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau disse que reafirmou ao ministro da Comunicação Social que é «mau» para o país a suspensão das atividades dos órgãos portugueses, salientando a sua importância no panorama informativo guineense.
António Nhaga disse ter solicitado ao ministro Vítor Pereira que tomasse a iniciativa no sentido de demonstrar «mais uma vez» a abertura da parte guineense em encetar negociações com Portugal para o fim do diferendo que separa os dois países no domínio da Comunicação Social.
«A Guiné-Bissau é que ficará sempre a perder», notou Nhaga, para quem, a persistir a situação, as relações noutros domínios da cooperação poderão sair prejudicadas.
Depois do encontro com o ministro guineense da Comunicação Social, o bastonário da Ordem dos Jornalistas, acredita que o diferendo que levou à suspensão das atividades da RDP e RTP África será ultrapassado «brevemente».
Notabanca; 04.07.2017
REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS CONDENAM SUSPENSÃO DA RTP E RDP-ÁFRICA
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) condenou esta terça-feira a suspensão das atividades da RTP e da RDP na Guiné-Bissau, considerando que é «uma grave violação da liberdade de expressão e do direito de acesso à informação».
Num comunicado enviado à agência Lusa, a organização considerou que «não é normal que os jornalistas paguem o preço de conflitos políticos».
«Ao encerrar estes meios de comunicação social para pressionar Portugal, a Guiné-Bissau fica privada de vozes essenciais que contribuem para a pluralidade de opiniões em tempo de crise», referiu a organização de defesa da liberdade de imprensa.
Na sexta-feira, o ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, anunciou a suspensão das atividades da RTP, da RDP e da agência Lusa na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.
No entanto, posteriormente, anunciou que o Governo guineense recuou na decisão de suspender a atividade da agência Lusa naquele país, mantendo-se a decisão no caso da RTP e RDP.
Um dia depois, o ministro guineense convocou nova conferência de imprensa, em que justificou que a decisão de suspensão das atividades da rádio e televisão portuguesas no país «não é uma questão política, mas apenas técnica».
Segundo a RSF, por detrás das razões oficiais invocadas pelas autoridades guineenses, «parece que o Presidente guineense, José Mário Vaz, e o seu Governo querem fazer calar os media alinhados com o Governo de Lisboa, que também estará a tomar partido na crise política que afeta» a Guiné-Bissau há mais de um ano.
A organização recordou que no dia do anúncio da suspensão, o Governo português referiu num comunicado oficial que «não exerce qualquer controlo editorial sobre a RTP, RDP e Lusa», sublinhando que estes meios de comunicação social «têm a mesma independência e imparcialidade em Bissau como têm em todos os países em que estão presentes».
Notabanca; 04.07.2017