“ALA”
DE VÍTOR MANDINGA DESAPONTADA COM STJ ACUSANDO LÍDER DO PCD DE SATÉLITE DO
PAIGC

Continuam as ondas de
discrepâncias políticas no seio do Partido da Convergência Democrática (PCD).
O porta-voz do grupo, Helton
Lázaro Cabral Miranda assegura que tudo que se passou na Convenção do PCD foi
manipulado por Vicente Fernandes e manifesta-se duvidoso com a posição unilateral
assumida por, Paulo Sanhá, porque conforme adianta, não foram notificados até
agora sobre a decisão do Supremo Tribunal de justiça (STJ), que deu razão a direção
do Vicente Fernandes.
Isto porque, a ala do ministro,
Vitor Mandinga vulgo Nado Mandinga que reclama a liderança do partido, promoveu
hoje, uma conferência de imprensa para acusar o Presidente do Supremo Tribunal
da Justiça em notificar Vicente Fernandes, líder do PCD.
“Onde está a segurança e
certeza da justiça?” Questionou.
Confrontado com a
eventual reconciliação no partido, Helton Miranda afirma que Vicente Fernandes
é satélite do PAIGC, ao menos que se distancie do PAIGC.
Notabanca; 04.07.2017
CDS/PP
QUESTIONA MINISTRO DA CULTURA PORTUGUÊS SOBRE SUSPENSÃO DE EMISSÕES DA RDP E
RTP NA GUINÉ-BISSAU

O CDS/PP entregou hoje no Parlamento um requerimento em que questiona o
ministro da Cultura português sobre as razões subjacentes à decisão guineense
de suspender as atividades e as emissões dos canais África da RTP/RDP na
Guiné-Bissau.
Quatro deputados centristas - Vânia Dias da Silva, João Pinho de Almeida,
Ana Rita Bessa e Filipe Lobo d'Ávila -, levantaram outras tantas questões a Luís Filipe Castro Mendes sobre se, de facto,
confirma a receção de pelo menos também quatro cartas enviadas pelo Governo
guineense - setembro e outubro de 2016 e março e junho de 2017.
PARLAMENTO
GUINEENSE MANIFESTA PREOCUPAÇÃO E INDIGNAÇÃO COM SUSPENSÃO DA RTP E RDP
A Assembleia Nacional Popular (ANP) da Guiné-Bissau manifestou hoje, em
comunicado, "preocupação e indignação" com a decisão do Governo do
país de suspender as atividades e o sinal da RTP e da RDP no país.
"Foi com elevada preocupação e indignação que a Assembleia Nacional
Popular, enquanto órgão de soberania representativa do povo guineense, recebeu
a inusitada decisão unilateral do Governo inconstitucional da Guiné-Bissau em
suspender o Acordo de Cooperação com o Estado português relativo à emissão da
RTP e RDP África na Guiné-Bissau", refere.
GOVERNO DISPONÍVEL PARA NEGOCIAR SOBRE RTP E RDP-ÁFRICA-ORDEM
JORNALISTAS
O bastonário
da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau, António Nhaga, disse hoje à Lusa que
o governo guineense o informou que vai endereçar uma carta ao executivo
português, propondo datas para as negociações sobre o fecho da RTP e RDP no
país africano.
As
atividades dos dois órgãos portugueses encontram-se suspensas na Guiné-Bissau
desde o dia 01 de julho, por ordens do governo guineense que alega, entre
outras, a caducidade do acordo que permitiu a sua instalação em 1997.
Preocupado com a situação, o bastonário da Ordem dos Jornalistas, António Nhaga
reuniu-se hoje com o ministro guineense da Comunicação Social, Vítor Pereira,
que lhe prometeu «abertura total» para iniciar as negociações com a parte
portuguesa.
«O ministro disse-me que vai enviar uma nova carta ao seu homólogo português
sugerindo-lhe a abertura das negociações com datas precisas», adiantou Nhaga,
que se mostrou satisfeito com a abertura do governo guineense.
Fonte do governo confirmou à Lusa que a carta será enviada ainda no decurso
desta semana com a proposta de duas datas para as negociações «com vista ao
desbloqueamento da situação» do encerramento das emissões da RDP e RTP África
na Guiné-Bissau.
O bastonário da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau disse que reafirmou ao
ministro da Comunicação Social que é «mau» para o país a suspensão das
atividades dos órgãos portugueses, salientando a sua importância no panorama
informativo guineense.
António Nhaga disse ter solicitado ao ministro Vítor Pereira que tomasse a
iniciativa no sentido de demonstrar «mais uma vez» a abertura da parte
guineense em encetar negociações com Portugal para o fim do diferendo que
separa os dois países no domínio da Comunicação Social.
«A Guiné-Bissau é que ficará sempre a perder», notou Nhaga, para quem, a
persistir a situação, as relações noutros domínios da cooperação poderão sair
prejudicadas.
Depois do
encontro com o ministro guineense da Comunicação Social, o bastonário da Ordem
dos Jornalistas, acredita que o diferendo que levou à suspensão das atividades
da RDP e RTP África será ultrapassado «brevemente».
Notabanca; 04.07.2017
REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS CONDENAM SUSPENSÃO DA RTP E
RDP-ÁFRICA
A
organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) condenou esta terça-feira a
suspensão das atividades da RTP e da RDP na Guiné-Bissau, considerando que é
«uma grave violação da liberdade de expressão e do direito de acesso à
informação».
Num comunicado enviado à agência Lusa, a organização considerou que «não é
normal que os jornalistas paguem o preço de conflitos políticos».
«Ao encerrar estes meios de comunicação social para pressionar Portugal, a
Guiné-Bissau fica privada de vozes essenciais que contribuem para a pluralidade
de opiniões em tempo de crise», referiu a organização de defesa da liberdade de
imprensa.
Na sexta-feira, o ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira,
anunciou a suspensão das atividades da RTP, da RDP e da agência Lusa na
Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da
comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.
No entanto, posteriormente, anunciou que o Governo guineense recuou na decisão
de suspender a atividade da agência Lusa naquele país, mantendo-se a decisão no
caso da RTP e RDP.
Um dia depois, o ministro guineense convocou nova conferência de imprensa, em
que justificou que a decisão de suspensão das atividades da rádio e televisão
portuguesas no país «não é uma questão política, mas apenas técnica».
Segundo a RSF, por detrás das razões oficiais invocadas pelas autoridades
guineenses, «parece que o Presidente guineense, José Mário Vaz, e o seu Governo
querem fazer calar os media alinhados com o Governo de Lisboa, que também
estará a tomar partido na crise política que afeta» a Guiné-Bissau há mais de
um ano.
A organização recordou que no dia do anúncio da suspensão, o Governo português
referiu num comunicado oficial que «não exerce qualquer controlo editorial
sobre a RTP, RDP e Lusa», sublinhando que estes meios de comunicação social
«têm a mesma independência e imparcialidade em Bissau como têm em todos os
países em que estão presentes».
Notabanca;
04.07.2017