quarta-feira, 21 de junho de 2017

PAIGC VAI "PENSAR PARA MELHOR AGIR" EM TRÊS DIAS DE CONVENÇÃO NACIONAL
O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) vai reunir-se entre quinta-feira e sábado, na sua sede em Bissau, na primeira convenção nacional daquela formação partidária sob o lema "Pensar, para melhor agir".
"A convenção é um órgão do partido que deve debater os assuntos fundamentais do partido e do país. É isso que nos preparamos para fazer a partir de amanhã (quinta-feira)", afirmou o membro do ‘bureau político' do PAIGC e presidente da comissão organizadora, "Manecas" dos Santos. 
Segundo o veterano guineense, os militantes vão debater os "problemas do país e do partido, sem limites".
"Os militantes do partido vão juntar-se para debaterem os problemas do partido e lhes darem soluções. É nessa ótica que o lema da convenção é “Pensar, para melhor agir", explicou.
Durante os próximos três dias, o PAIGC vai pensar nos seus problemas, fraquezas e tentar "reconverter tudo isso em forças", disse "Manecas" dos Santos.
Na base da convenção vão estar textos produzidos por militantes do partido, sobre vários temas, que vão ser debatidos.
"Esses textos, na minha opinião, estão muito vocacionados para o que pretendemos, ou seja, a maior parte daqueles textos são críticas ao partido e são críticas construtivas, porque depois recomendam o que se deve fazer para ultrapassar tudo o que há de negativo no partido", disse.
Durante a convenção, os militantes do PAIGC vão discutir temas como os estatutos do partido, os princípios e fundamentos ideológicos, o papel dos jovens e das mulheres, a corrupção no país e o melhor regime político para a Guiné-Bissau.
A primeira convenção nacional do PAIGC ocorrenum momento em que o país vive um impasse político há cerca de dois anos, com a paralisação do parlamento, na sequência da dissidência de mais de uma dezena de deputados deste partido.
O Governo do PAIGC saído das eleições de 2014 caiu na sequência da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro e desde então o país já teve cinco chefes de Governo, uma crise que está a ser mediada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Notabanca; 21.06.2017
MINISTÉRIO PÚBLICO ESCLARECE DETENÇÃO DE MANECAS DOS SANTOS
Notabanca; 21.06.2017
MANECAS DOS SANTOS AFIRMA QUE A SUA DETENÇÃO VISA INVIABILIZAR CONVENÇÃO NACIONAL DO PAIGC
Manecas dos Santos foi recebido hoje pelos militantes e dirigentes do PAIGC com “emoção e solidariedade militante” na sede nacional do partido, com convicção que “a luta continua até a vitória certa”. 
Secretário Nacional do PAIGC qualifica a prisão do Manecas dos Santos de grosseira violação e falta de respeito para com um combatente da Liberdade da Pátria.

Em conferência de imprensa para reagir a detenção de um dos seus dirigentes, Aly Hijazy afirmou que o ato visou denegrir a imagem do PAIGC e dos combatentes da liberdade da pátria.
Para Manecas dos Santos vítima de “prisão arbitrária” sublinhou que a sua prisão é para adiar a convenção do seu partido, prevista para os dias 22 à 24 deste mês em Bissau.
Os membros da Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria indicam que a detenção de Manecas é para humilha-lo e tentar destruir o PAIGC e ideias dos combatentes.
Mesmo com isto, o PAIGC avança para quinta-feira a sua Convenção Nacional que juntará cerca de seiscentos delegados do partido libertador.
Notabnac; 21.’6.2017
QUADROS TÉCNICOS FIÉIS AOS “15” ACUSAM MANECAS NOS ASSASSINATOS DO “CASO 17 DE OUTUBRO E AMEAÇAM INVIABILIZAR CONVENÇÃO DO PAIGC
O Movimento dos Quadros Técnicos Apoio aos “quinze” deputados expulsos do PAIGC solidariza-se com a prisão do Manecas dos Santos.
Hoje em conferência de imprensa em Bissau, Bamba Banjai coordenador da organização acusa comandante Manecas de ser um dos mentores do assassinato do “caso 17 de outubro” onde foram assassinados vários oficiais das forças armadas.
Banjai acusa Manecas dos Santos de falta de moral por ter traído os seus companheiros da luta.
Vladmir Deuna, um dos membros do movimento, acusa líder do PAIGC de orquestrar “manobras maquiavélicas fascistas ao serviço dos portugueses para destruir Guiné.”
O político ameaça que a sua organização vai inviabilizar a convenção nacional do PAIGC agendada para os dias 22 à 24 deste mês em Bissau, através daquilo que se chamam de “mecanismos políticos e jurídicos”.
“Não vamos aceitar a realização da convenção nem hoje e nem amanhã. Vamos aplicar mecanismos políticos e jurídicos para travar e estancar a convenção,” ameaçou Vladimir Deuna.
Deuna adianta que, DSP organiza convenção para tirar ganhos políticos injustamente, porque os delegados foram escolhidos de forma “viciada”. E sem critério legal.
Ainda, a organização exibiu documentos à imprensa sobre a Convenção Nacional do PAIGC e alegada venda dos Passaportes por parte do Cônsul e Governo de Carlos Correia aos estrangeiros a 25 mil dólares.
Notabanca; 21.06.2017
COMBATENTES CABOVERDIANOS SOLIDÁRIOS COM MANECAS SANTOS
A Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria de Cabo Verde (ACOLP) manifestou nesta terça-feira, 20, a sua preocupação pela prisão do veterano da luta pela independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Manecas Santos, já libertado. 
A delegação chefiada pelo antigo dirigente do PAIGC e antigo primeiro-ministro e Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, encontrou-se na Praia com o Chefe de Estado cabo-verdiano, a quem manifestou a sua posição.
A filha do líder histórico Amílcar Cabral, Iva Cabral, e o veterano da luta de libertação Carlos Reis integraram a delegação.
Sem tecer grandes considerações, Pedro Pires disse, no final do encontro com Jorge Carlos Fonseca, que a Associação está preocupada e vai acompanhar com atenção a situação do antigo colega de luta, Manecas Santos.
“Sendo Manecas um antigo companheiro de luta e amigo”, Pires afirma que a ACOLP “defende a sua segurança e direitos”. 
PAICV condena 
Por seu lado, o PAICV, num comunicado de imprensa, considera a detenção de Manecas Santos um acto inqualificável, que demonstra uma grande falta de respeito e uma vã tentativa de humilhar um alto dirigente do PAIGC.
Para o maior partido da oposição cabo-verdiana, mandar deter o comandante Manecas Santos, pelo facto de ter emitido uma opinião enquanto cidadão, e numa sociedade que se diz livre, democrática e pluralista, “consubstancia um acto injustificável e com laivos de autoritarismo, e constitui, ademais, uma grave violação dos direitos humanos”.
O PAICV reitera condenar“veementemente a detenção que considera ilegal de Manecas Santos.
Refira-se que Santos foi colocado hoje em liberdade pelo Ministério Público sob o Termo de Identidade e Residência enquanto aguarda o processo em que é acusado de “suspeita de simulação de crime com base na entrevista", como disse o seu advogado de defesa Carlos Pereira.
Notabanca; 21,06.2017
"A DETENÇÃO PRISIONAL DE CAMARADA COMANDANTE MANECAS É GRANDE ASNEIRA, UMA DESGRAÇA NACIONAL"
  Por Abdulai Keita[*]
A detenção prisional de camarada Comandante Manecas, um alto oficial das nossas gloriosas FARP na reserva, tendo-se desengajado dessa nossa sociedade castrense sem mácula nenhuma, ao contrário, só com distinções, é uma asneira grande. E pensada no fundo, no fundo, é uma DESGRAÇA NACIONAL. Condenável e a condenar, exigindo a sua libertação imediata, pelas seguintes razões.
1 – Os membros da sociedade castrense de todo o mundo e desde sempre, são cidadãos comuns à partida, como todos os outros cidadãos. Os membros das nossas gloriosas FARP, sobretudo, aqueles da geração de camarada Comandante Manecas, dos anos entre 1963 e 1980 e que sempre se mantiveram firmes na linha originária desta nossa instituição não escapam a esta regra. Uns já nos deixaram e outros ainda encontram-se no nosso seio, estando ainda de vida
MAIS DE OITO GUINEENSES DETIDOS NAS PRISÕES TOGOLESAS PEDEM SOCORRO
Não dá para acreditar, mas se diz que, “uma imagem vale mais que mil palavras.”
Guineenses presos no togo há mais de três anos sem culpa formulada, nem julgamento e nem advogado lançam apelo para que a justiça seja feita de modo a libertarem um pouco da miséria se encontram. Ainda, pedem às autoridades guineense, a Liga Guineense dos Direitos Humanos, às instituições competentes e à todos quantos acham que podem ajudar mais de oito guineenses, vivendo em condições desumanas.
Recorde-se que as Nações Unidas (ONU) solicitaram apoio do Presidente do Togo para juntar-se com outros mediadores sobre a crise política na Guiné-Bissau. 
Faure Gnassinbgé, é solicitado  a apoiar a mediação da crise política após a sua designação como Presidente em exercício da CEDEAO, a 4 deste mês.

As fotos falam por si.

Notabanca; 21.06.2017