ESTADO MAIOR GENERAL DAS FORÇAS ARMADAS DENUNCIA TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO EM BISSAU E ACUSA DABA NA WALNA
Tik tak tik tak!... Conforme
batem os ponteiros do relógio, assim mesmo sai a fumaça insalubre na cidade de
Bissau.
É aquela matemática
de Boė, de um mais um ou de um menos um?
O Estado-Maior
General das Forças Armadas (EMGFA), denunciou, hoje, uma alegada
tentativa de subversão da ordem constitucional, num momento em que o país se
prepara para as eleições gerais, marcadas para o dia 23 de Novembro.
A denúncia foi feita
durante uma conferência de imprensa, em Bissau, dirigida pelo Vice Chefe do
Estado-maior General das Forças Armadas, Tenente-General Mamadu “Nkrumah” Turé,
e contou com a presença de oficiais superiores e subalternos.
Nkrumah" Turé,
afirmou que o general Daba Na Walna, antigo presidente do Tribunal Superior
Militar, se encontra detido, desde quarta-feira à noite, "devido ao seu
envolvimento no golpe".
Turé apresentou
alegados factos que segundo disse confirmam o envolvimento de Daba Na Walna na
tentativa de golpe.
"Fez uma requisição de armas, viaturas e coletes antibala. Disse que era para dar aos formandos na Escola Militar de Cumeré, afinal era para fazer golpe de Estado", declarou o vice-chefe das Forças Armadas guineenses.
Mamadu Turé lamentou
a detenção dos oficiais, que recusaram a cumprir com as orientações e dos
conselhos do Estado-Maior General.
“ O nosso Chefe de
Estado-Maior General desde sua tomada de posse jurou se subordinar ao
poder político, respeitar a Constituição da República e demais leis em vigor no
país, reorganizar as forças armadas, criar mínimas condições para formação dos jovens
militares”, lembrou.
Acrescentou que o
Chefe de Estado-Maior General cumpriu com essas promessas e mesmo assim ainda
há camaradas que aceitam colaborar com políticos para subverter a ordem criando
instabilidade e morte para os próprios militares
De acordo com o
comunicado lido pelo Chefe da Divisão Central de Recursos Humanos do
EMGFA, Fernando Gomes da Silva, o episódio envolve alguns oficiais das Forças
Armadas, cujas ações, segundo as autoridades militares, colocam em risco a paz
e a estabilidade nacional, consideradas essenciais para o desenvolvimento
socioeconómico e para a atração de investimento externo.
“O processo de
inquérito para apurar os factos e identificar todos os envolvidos já está em
curso. As Forças Armadas garantem que todos os responsáveis serão levados à
justiça, e os que se encontram em fuga serão localizados e detidos”, salientou.
Durante a
conferência foram ainda exibidos fragmentos, ou seja, áudios dos trabalhos da
comissão de inquérito, com o objetivo de demonstrar à comunidade nacional e
internacional a veracidade dos factos denunciados.
Informou que o
Comando Conjunto para o Asseguramento das Eleições Gerais, já constituído, é
composto por mais de 15 mil efetivos das Forças Armadas, da Guarda Nacional, da
Polícia de Ordem Pública e das Forças de Estabilização da CEDEAO.
A missão desse
comando, de acordo com o comunicado, é garantir a segurança dos candidatos,
coligações e partidos concorrentes em todo o território nacional, além de
dissuadir “de forma severa e intolerável quaisquer ameaças verificadas antes,
durante e depois do escrutínio”.
As Forças de Defesa
alertaram ainda que não será tolerada qualquer tentativa de interferência ou
manipulação de pessoas individuais ou colectiva, através de redes sociais ou
outros meios de comunicação social que visem “desestabilizar ou desacreditar a
liderança militar”.
No comunicado as
Forças Armadas apelam à unidade e disciplina de todos os elementos das Forças
Armadas e de Segurança, desde os generais até aos soldados, pedindo-lhes que
permaneçam fiéis aos ideais da República e se abstenham de qualquer ato que
possa comprometer a paz e a estabilidade que tanto o povo guineense deseja.
É mais um episódio de
ziquezaques a rodar na tela da TV aos guineenses e a comunidade internacional
que vai caçar e colocar na prisão vários oficiais militares e civis.
A ver vamos.
Notabanca; 31.10.2025







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