O PAIGC, partido que lutou pela libertação da Guiné-Bissau, esteve ausente
das comemorações do Dia da Independência, reflexo da tensão política no país. "Fomos
todos surpreendidos com uma determinação do governo" em como "mais
ninguém podia usar da palavra" além do Presidente da República, José Mário
Vaz, justificou o presidente do PAIGC Domingos Simões Pereira.A independência "foi proclamada pela Assembleia Nacional Popular (ANP)" e o dirigente do PAIGC considera "em certa medida ilegal" que nem o presidente do parlamento, nem os partidos, pudessem discursar, como habitual, nas celebrações que este ano decorreram no largo da Câmara Municipal de Bissau. Questionado pelos jornalistas, o primeiro-ministro, Baciro Djá, não comentou o assunto. Disse a Lusa
DSP disse que este incidente "não ajuda" à implementação do acordo
para resolução da crise política no país. O PAIGC venceu as eleições gerais de
2014, mas o Presidente da República, José Mário Vaz, demitiu dois governos e
deu posse a um executivo com dissidentes e membros de outras forças políticas. As
divisões paralisaram o parlamento e o país entrou num beco sem saída, sem
programa de governo e nem Orçamento Geral de Estado; o que tem travado apoio
financeiro de parceiros internacionais. Nas cerimónias de hoje, José Mário Vaz discursou sem comentar a ausência do presidente do parlamento (segunda figura do Estado) e do PAIGC e fez novos apelos ao diálogo, que na prática contrastam com o incidente deste sábado.
O acordo apadrinhado pela CEDEAO "não é um remédio santo", mas será "um passo para o apaziguamento e estabilidade até final da presente legislatura", acrescentou o chefe de Estado.
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