PRESIDENTES DA GUINÉ-BISSAU GABÃO LIBÉRIA MAURITÂNIA E SENEGAL EM CASA BRANCA COM TRUMP
Num almoço com os cinco líderes africanos -
Guiné-Bissau, Gabão, Libéria, Mauritânia e Senegal - Trump discutiu potenciais
parcerias económicas com esses países e questões ligadas à imigração.
No final, questionado por uma jornalista sobre se
tenciona visitar o continente, Trump afirmou que "gostaria de ir a África,
com certeza", acrescentando: "Vamos ver qual é o cronograma, mas eu
gostaria muito de fazer isso".
Perante a imprensa, Donald Trump começou por
apresentar as potencialidades dos cinco países que convidou para a Casa Branca,
os quais classificou como "lugares muito vibrantes, com terras muito
valiosas, grandes minerais, grandes depósitos de petróleo e pessoas
maravilhosas".
"Há um grande potencial económico em África, como
em poucos outros lugares, em muitos aspetos", afirmou, acrescentando que
quer aumentar o envolvimento norte-americano no continente.
Desde que regressou à Casa Branca, em janeiro passado,
Donald Trump defendeu a diplomacia baseada em princípios transacionais e
colocou a questão dos minerais no centro das negociações com muitos Estados
estrangeiros, como a Ucrânia ou no âmbito do acordo de paz entre Ruanda e a
República Democrática do Congo.
Por sua vez, os líderes africanos elogiaram os
esforços do Presidente dos Estados Unidos para tentar resolver conflitos no
mundo e, a maioria, colocou os recursos naturais dos seus países na mesa de
negociações.
Um por um, os cinco líderes foram indicando as suas
prioridades nas relações com Washington, mas sem mencionarem os cortes de ajuda
externa que Donald Trump decretou contra o continente africano.
O Presidente da Mauritânia, Mohamed Ould Ghazouani,
falou por vários minutos, lançando elogios e expressando satisfação com "o
comprometimento de Trump com o continente" africano.
"Temos minerais, terras raras, minerais raros.
Temos manganês, temos urânio e temos boas razões para acreditar que temos lítio
e outros minerais", indicou o líder da Mauritânia, ao descrever os atrativos
naturais do seu país.
Já o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló,
foi o líder que menos falou na Casa Branca, focando-se na importância da
resolução de conflitos militares.
"A Guiné-Bissau é um país pacífico e somos um
país pequeno, mas somos um grande Estado. Não um grande Estado como os Estados
Unidos, mas também somos um grande país. E, para finalizar, estamos a
acompanhar a sua dinâmica e a guerra com a Rússia e a Ucrânia. Pode contar com
a Guiné-Bissau", afirmou Embaló.
Mais tarde, quando os cinco líderes africanos foram
questionados por uma jornalista sobre se equacionavam indicar Trump ao Prémio
Nobel da Paz, o Presidente guineense optou por manifestar apoio aos esforços do
líder norte-americano para acabar com a guerra na Ucrânia.
"Estamos muito comprometidos com a paz. Fui o
primeiro chefe de Estado a ir à Rússia e à Ucrânia desde o início da guerra. Eu
presidi a CEDEAO [Comunidade Económica de Estados da África Ocidental] e fui
ver o Presidente [da Rússia, Vladimir] Putin. Conversamos por quatro horas e
depois fui para a Ucrânia. Passei 12 horas num comboio para falar com o
Presidente [da Ucrânia, Volodymy] Zelensky", disse Embaló.
"Mas o peso do Presidente Trump é completamente
diferente. Estamos consigo, para ver o que podemos fazer para ajudar a trazer a
paz de volta. Ninguém ganha quando há guerra. Têm o nosso apoio para que
possamos trazer a paz de volta", concluiu o líder guineense.
Já o Presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, quis
"tranquilizar os investidores americanos sobre a estabilidade
política" do seu país e o "ambiente regulatório favorável",
antes de destacar os recursos de petróleo e gás natural do Senegal.
"O Gabão é um país rico", declarou por seu
turno o Presidente deste pais, Brice Oligui Nguema, antes de acrescentar:
"Temos mais de dois milhões de habitantes e uma grande diversidade de
matérias-primas, reservas de petróleo e gás, e gostaríamos de ver esses recursos
explorados".
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos,
o Gabão foi em 2023 o segundo maior produtor mundial de manganês, mineral
essencial para fabricar baterias, apenas atrás da África do Sul.
Também o Presidente da Libéria, Joseph Nyuma Boakai,
apelou ao investimento norte-americano no país, enaltecendo os minerais que
detém.
Trump elogiou o domínio do inglês do Presidente da
Libéria, parecendo ignorar que o inglês é a língua oficial desse país africano.



























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