MINISTRO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS DE PORTUGAL VISITOU A CASA DOS DIREITOS
O Ministro de Estado e dos Negócios
Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, realizou ontem uma visita à Casa dos
Direitos, em Bissau, acompanhado pelos seus colaboradores e pelo Embaixador de
Portugal na Guiné-Bissau, Miguel Cruz Silvestre.
Durante a visita, o Ministro Paulo Rangel percorreu as instalações da Casa dos Direitos e manteve um encontro com representantes das organizações membros do consórcio que dinamiza este espaço.
Na ocasião, foram abordadas questões relacionadas com a
situação atual dos direitos humanos na Guiné-Bissau, bem como o estado de
implementação dos projetos apoiados por Portugal, através do Camões – Instituto
da Cooperação e da Língua.
Em nome do consórcio, Bubacar Turé, Presidente da Liga
Guineense dos Direitos Humanos, destacou que a visita do chefe da diplomacia
portuguesa representa “um gesto institucional de grande simbolismo e, sobretudo, o
reconhecimento do papel essencial que a Casa dos Direitos tem desempenhado na
promoção da cidadania, da dignidade humana e dos direitos fundamentais na
Guiné-Bissau.”
Sublinhou ainda que a Casa dos Direitos é “um farol de
esperança e um bastião da cidadania”, lembrando que Portugal tem sido um
parceiro fundamental deste projeto desde a sua génese. “O envolvimento de Portugal foi e continua a
ser determinante, desde a fase fundadora até à consolidação deste espaço como
uma referência na defesa dos direitos humanos. Destacamos, em particular, o
empenho e a dedicação contínua do Senhor Embaixador de Portugal.”
Na sua intervenção, Paulo Rangel enalteceu o trabalho das
organizações que compõem a Casa dos Direitos, considerando os seus membros “verdadeiros heróis
e heroínas”.
Destacou a coragem que representa, num contexto de
adversidades, “assumir
a defesa intransigente da dignidade da pessoa humana.” Sublinhou que a
Casa dos Direitos é, hoje, “um espaço de liberdade e de memória”, realçando a importância
simbólica de transformar um antigo espaço de reclusão “numa verdadeira casa de libertação”.
Sobre a democracia, o Ministro afirmou que “é o regime que
menos deve aos seus fundadores, pois depende das gerações atuais para a
preservar. É uma construção permanente, que exige dedicação e vigilância
constante.”
No encerramento da visita, o Ministro dos Negócios
Estrangeiros de Portugal reiterou o compromisso do Estado português com a
sociedade civil guineense, afirmando: “Portugal continuará a apoiar as organizações da
sociedade civil, respeitando a sua autonomia. O nosso papel não é dirigir a sua
ação, mas criar condições para que possam exercer livremente o seu papel na
defesa dos direitos humanos.”

Notabanca; 17.07.2025

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