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sexta-feira, 28 de março de 2025

EAGB VAI A GREVE NA PRIMEIRA SEMANA DE ABRIL

O Sindicato de Base da Empresa de Eletricidade e Água da Guiné-Bissau (EAGB) ameaça suspender o fornecimento de eletricidade e água entre os dias 1 e 7 de abril nos bairros e arredores de Bissau.

A informação foi tornada pública nesta quinta-feira (27 de março) pelo vice-presidente do sindicato de base da empresa, em entrevista telefónica à Rádio Sol Mansi.

Ericson Cá afirma que a EAGB não tem priorizado os seus funcionários e exige que a direção cumpra os pontos estabelecidos no caderno reivindicativo.

"A EAGB não está a dar prioridade aos seus trabalhadores. A melhoria das condições de trabalho não está entre as principais preocupações da direção, caso contrário, as nossas reivindicações já teriam sido atendidas desde o ano passado", declarou o vice-presidente do sindicato.

Segundo Ericson Cá, diversas tentativas de negociação já foram realizadas com a direção da única empresa fornecedora de eletricidade e água da Guiné-Bissau, sem sucesso.

O sindicalista denuncia ainda que os técnicos da EAGB estão a trabalhar em condições de risco devido à falta de equipamentos de proteção individual, o que levou à entrega do pré-aviso de greve.

"No terreno, os técnicos estão expostos a riscos de vida porque trabalham sem equipamentos de proteção individual, sobretudo no manuseio da corrente elétrica. Muitos já foram vítimas dessa situação", lamentou Ericson Cá.

O vice-presidente do sindicato da EAGB afirmou que, caso a greve de cinco dias se concretize, apenas os hospitais e centros de saúde terão acesso ao serviço mínimo.

"Apenas os hospitais e centros de saúde serão priorizados. Todos os bairros ficarão na escuridão entre os dias 1 e 7 de abril, ou seja, haverá uma paralisação total", garantiu Cá.

O sindicato da EAGB exige o cumprimento integral e rigoroso dos pontos do caderno reivindicativo, incluindo a melhoria das condições de trabalho, o pagamento de dívidas em atraso, a disponibilização de equipamentos de proteção individual e a implementação da justiça salarial na empresa.

A estrutura sindical reforça, no entanto, estar aberta ao diálogo sério e construtivo, visando alcançar soluções definitivas para as reivindicações apresentadas.

Notabanca; 27-03-2025

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