EAGB VAI A GREVE NA PRIMEIRA SEMANA DE ABRIL
O Sindicato de Base da Empresa de Eletricidade e Água da Guiné-Bissau (EAGB) ameaça suspender o fornecimento de eletricidade e água entre os dias 1 e 7 de abril nos bairros e arredores de Bissau.A informação foi tornada pública nesta quinta-feira (27 de março) pelo vice-presidente do sindicato de base da empresa, em entrevista telefónica à Rádio Sol Mansi.
Ericson Cá afirma que a EAGB não tem priorizado os seus funcionários e
exige que a direção cumpra os pontos estabelecidos no caderno reivindicativo.
"A EAGB não está a dar prioridade aos seus trabalhadores. A melhoria
das condições de trabalho não está entre as principais preocupações da direção,
caso contrário, as nossas reivindicações já teriam sido atendidas desde o ano
passado", declarou o vice-presidente do sindicato.
Segundo Ericson Cá, diversas tentativas de negociação já foram realizadas
com a direção da única empresa fornecedora de eletricidade e água da
Guiné-Bissau, sem sucesso.
O sindicalista denuncia ainda que os técnicos da EAGB estão a trabalhar em
condições de risco devido à falta de equipamentos de proteção individual, o que
levou à entrega do pré-aviso de greve.
"No terreno, os técnicos estão expostos a riscos de vida porque
trabalham sem equipamentos de proteção individual, sobretudo no manuseio da
corrente elétrica. Muitos já foram vítimas dessa situação", lamentou
Ericson Cá.
O vice-presidente do sindicato da EAGB afirmou que, caso a greve de cinco
dias se concretize, apenas os hospitais e centros de saúde terão acesso ao
serviço mínimo.
"Apenas os hospitais e centros de saúde serão priorizados. Todos os
bairros ficarão na escuridão entre os dias 1 e 7 de abril, ou seja, haverá uma
paralisação total", garantiu Cá.
O sindicato da EAGB exige o cumprimento integral e rigoroso dos pontos do
caderno reivindicativo, incluindo a melhoria das condições de trabalho, o
pagamento de dívidas em atraso, a disponibilização de equipamentos de proteção
individual e a implementação da justiça salarial na empresa.
A estrutura sindical reforça, no entanto, estar aberta ao diálogo sério e
construtivo, visando alcançar soluções definitivas para as reivindicações
apresentadas.
Notabanca; 27-03-2025
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