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segunda-feira, 9 de junho de 2025

CASO VÍTOR TCHONGO: VOZES SÃO UNÂNIMES EM EXIGIR RESPONSABILIZAÇÃO JUDICIAL PELA QUEDA DO PARLAMENTO APÓS JULGAMENTO

Uma semana depois de o Tribunal Militar ter condenado o antigo comandante-geral da Guarda Nacional, coronel Vítor Tchongo, pelo crime de sequestro, multiplicam-se as vozes críticas que exigem responsabilização judicial e um pedido de desculpas sobre a alegada tentativa de golpe de Estado que originou a queda prematura do Parlamento em 2023.

Na manhã desta segunda-feira, durante uma conferência de imprensa convocada pelo Movimento Revolucionário "Pô de Terra", o secretário-geral da organização, Vigário Luís Balanta, exigiu que sejam judicialmente responsabilizados aqueles que anunciaram e defenderam que o caso envolvendo Vítor Tchongo se tratava de uma tentativa de golpe de Estado.

Outra voz crítica em relação ao processo é a do politólogo guineense Rui Jorge Semedo, que, no programa semanal da Rádio Sol Mansi, “Caso de Semema”, questionou o silêncio do partido vencedor das últimas legislativas e dos defensores dos direitos democráticos perante a condenação de Vítor Tchongo apenas pelo crime de sequestro e não por tentativa de golpe de Estado, como anteriormente anunciado.

O Presidente Umaro Sissoco Embaló havia considerado como tentativa de golpe de Estado a retirada à força, das celas da Polícia Judiciária (PJ), do então ministro das Finanças, Suleimane Seidi, e do secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, por elementos da Guarda Nacional (GN). Após esse ato, registaram-se confrontos entre a Guarda Nacional e forças da Presidência da República, o que, segundo o Chefe de Estado, levou à dissolução do Parlamento.

Contudo, a Constituição da República não permite a dissolução da Assembleia Nacional Popular (ANP) antes de um ano após a sua entrada em funções. Ainda assim, o Parlamento foi dissolvido apenas seis meses após as eleições legislativas ganhas pela coligação Plataforma da Aliança Inclusiva - PAI-Terra Ranka.

Notabanca; 09.06.2025 

2 comentários:

  1. nes julgamento parcim ma yca obido chefe de estado maior , ministro de interior na altura , presidencia de republica y telefonema codigo " Espuma " .

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