terça-feira, 22 de agosto de 2017

“ACORDO DE CONACRY É INCONTIORNAVEL PARA RESOLVER CRISE POLÍTICA”
Vicente Fernandes
Silvestre Alves
 Grupo P5 também pede solução para a crise. 
Dois anos após o despoletar a crise político-institucional na Guiné-Bissau, o grupo conhecido por P5, integrado pelas Nações Unidas, Unilião Europeia, União Africana, CEDEAO e CPLP, voltou a pedir aos líderes do país que respeitem o Acordo Conacry. 
As reacções por parte dos guineenses não se fizeram esperar. VOA
O jurista e político Silvestre Alves diz compreender a preocupação do P5, mas alerta que “quando se pede três meses de prorrogação das forças de ECOMIG, isso alimenta esperança, às pessoas, de que neste lapso de tempo, vai haver uma solução”.
Entretanto, Alves complementa que “quando não se chega a esta solução e quando se reforça a convicção de que a questão já era conhecida, apenas faltava a confirmação, isso vai deixar as pessoas mais desgastadas e impacientes e tudo isso vai criar um mal-estar”.
Vicente Fernandes, presidente do Partido da Convergência Democrática, um dos signatários do acordo de Conacry, defende uma posição enérgica da comunidade internacional para fazer o Presidente José Mário Vaz cumprir o acordo:
“O P5 e a CEDEAO está a ser muito maleável e muito tolerante porque já levamos tempo mais que que suficiente para obrigar o Sr. Presidente da República a cumprir os compromissos assumidos a nível internacional. Tem sido sucessivo esse desgaste. Todas as vezes que os organismos internacionais vêm, alimentam o nosso ego e a nossa esperança de que é desta vez. Já la vão dois anos, o Sr. Presidente da Republica não se digna em respeitar”, conclui Fernandes.
Silvestre Alves diz que “o acordo de Conacry, numa certa dimensão, é incontornável, enquanto repositório de grandes entendimentos e de linha de solução dos grandes problemas do país”.
Notabanca, 22.08.2017
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA INSTAM AOS POLÍTICOS CUMPRIMENTO DO ACORDO DE CONACRY
Os Estados Unidos da América instam aos atuais lideres políticos da Guiné-Bissau a tomarem medidas que promovam consenso para a criação de um Governo Inclusivo de políticos de todas as alas com vista a priorizar os interesses nacionais para superar a crise política vigente.
“Todas as partes podem contar com apoio dos Estados Unidos da América.”
Em conferência de imprensa nesta segunda-feira, 22 de agosto em Bissau, o embaixador dos Estados Unidos da América anunciou que servir o povo é pré-requisito para o sucesso económico e financeiro para a Guiné-Bissau.
Tulinabo Mushingi assegurou que a instabilidade política que se vive no país constitui uma barreira para os potenciais investidores, exortando aos políticos para se enveredarem no caminho da estabilidade governativa para encorajar os investidores estrangeiros e permitir um futuro próspero aos guineenses.
Conforme o diplomata Mishingi, o investimento privado será a chave para o futuro da Guiné-Bissau:
“Algumas empresas americanas têm demonstrado interesse em reforçar o seu engajamento aqui - na área de fosfato, energia, petróleo, gáz e telecomunicações.”
Embaixador Tulinabo reafirmou: “Status quo é simplesmente inaceitável. Todas as organizações Internacionais incluindo o Conselho de Segurança das Nações Unidas, declaram que a implementação do Acordo de Conacry continua a ser a melhor forma de saída da crise política,” advertiu o diplomata americano.
Notabanca; 22.08.2017
FIFA AMEAÇA BLOQUEAR FUNDOS PARA GUINÉ-BISSAU POR CORRUPÇÃO NA FEDERAÇÃO DE FUTEBOL 
“Secretaria-geral da FIFA ameaça a não apoiar à Guiné-Bissau, enquanto existe problema de alegada corrupção financeira na Federação de Futebol da Guiné-Bissau”
Anunciou hoje em Bissau, em conferência de imprensa a Directora-geral dos Desportivos.
Maria da Conceição Évora disse que a secretaria-geral do organismo máximo do futebol mundial advertiu que não vai abrir as mãos para apoiar o fomento do humilde futebol guineense, enquanto persiste, indícios de corrupção financeira na instituição federativa.
Em relação o diferendo que existe na Federação de Atletismo, Sãozinha Évora afirmou que o presidente-cessante, Renato Moura reconheceu que foi ele mesmo que alterou os estatutos da organização para chegar ao poder.
Recordamos que alguns dirigentes da FFGB foram rolados no Ministério Público por suspeitos de corrupção financeira, incluindo o seu presidente, Manuel Nascimento Lopes vulgo “Manelinho”.
Por agora, o país a perder o que deveria usufruir, por má gestão dos outros.
Isto é inaceitável! A justiça justa deve ser aplicada, aos seus infratores.
Notabanca; 22.08.2018
PRESIDENTE GUINEENSE AJUDA AO CRESCIMENTO AGRÍCOLA DO PAÍS COM PROJETO "MON NA LAMA"
O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, deixou por uns dias o Palácio da Presidência para meter a "Mão na Lama" e ajudar a população de Calequisse, no setor de Canchungo, região de Cacheu, a aumentar a produção agrícola.
Vestido com calças de ganga, botins, t-shirt vermelha da seleção nacional de futebol da Guiné-Bissau e um chapéu de palha, o Presidente guineense é apenas mais um agricultor entre várias dezenas e no meio do campo só é possível de detetar através de alguns seguranças que o rodeiam.
No meio dos mais 150 hectares de terreno preparados para receber na sua maioria arroz, mas também tubérculos, o chefe de Estado guineense trabalha lado a lado com a população para ´resolver o problema da autossuficiência alimentar, sobretudo a nível do arroz´, afirmou em declarações aos jornalistas.
Na segunda-feira, foi dia de fazer a monda e arrancar as ervas que fazem mal ao arroz e não o deixam crescer. Alinhadas, dezenas de mulheres limpam o terreno, enquanto outros tantos homens tratam dos canais, que devem estar limpos e sem obstáculos para irrigar as plantações. 
«O país gasta anualmente entre 45 a 50 milhões de dólares por ano e eu acho que esse dinheiro é muito dinheiro para o país, que podia perfeitamente resolver esse problema sem estar constantemente a importar o produto básico da alimentação do povo da Guiné-Bissau, que é o arroz», explicou.
Para José Mário Vaz, a agricultura deve ser utilizada para aumentar a produção de arroz, mas também para ´relançar a economia, criar emprego e manter a população nas suas aldeias e nas suas zonas´.
«A nossa determinação é mostrar que estamos verdadeiramente a meter a mão na lama», salientou.
A zona de Calequisse é o berço do projeto «Mão na Lama» e inclui 155 hectares de terreno, 50 dos quais já plantados com arroz.
«Aqui estamos com uma média de 4 a 5 toneladas por hectare e estamos a tentar fazer duas colheitas por ano e vamos criar as condições para começarmos a lavrar durante a época seca», explicou o Presidente.
Mas, Jomav (como é conhecido na Guiné-Bissau) tem uma ambição maior, que é reproduzir o projeto em 39 setores do país. 
Para isso conta com a ajuda do Fundo da Arábia Saudita e também com 116 régulos guineenses, que segunda-feira foram conhecer o projeto.
Cada guineense consome cerca de 130 quilogramas de arroz por ano, o que significa um consumo anual total de 200.000 toneladas.
A Guiné-Bissau produz apenas cerca de 100.000 toneladas de arroz. 
Notabanca, 22.08.2018