segunda-feira, 21 de agosto de 2017

GUINÉ-BISSAU E CPLP DISPÕES DE “LAÇOS SAGRADOS” 
O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, afirmou nesta segunda-feira que não é francófono e queos laços do país com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) "são sagrados". 
"Nós, antes de aderirmos à Organização Internacional da Francofonia, de nascença somos lusófonos e vamos continuar lusófonos e penso que às vezes há alguns equívocos", disse, em entrevista exclusiva à agência Lusa, Umaro Sissoco Embaló.
Lembrando que quando foi nomeado primeiro-ministro as pessoas afirmaram que era um francófono, Umaro Sissoco Embaló esclareceu que é "lusófono" e será sempre um "homem lusófono".
BISSAU E LISBOA DISPÕEM DE BOAS RELAÇÕES-SISSOCO 
O chefe do Governo guineense, Umaro Sissoco Embaló, afirmou nesta segunda-feira que a relação com Portugal está "muito bem e continuará" e mesmo que haja "discórdia" não significa que os dois países sejam "inimigos".
"A relação com Portugal está muito bem e continuará, mas eu tenho uma política e uma forma de estar. Eu não sou do domínio de ninguém, eu sou um homem independente", disse em entrevista à agência Lusa Umaro Sissoco Embaló. 
Segundo o primeiro-ministro guineense, "não há problemas entre a Guiné-Bissau e Portugal".
"Pode haver discórdia, mas isso não significa que somos inimigos", salientou.
Em relação à suspensão das actividades e corte do sinal das emissões da RTP na Guiné-Bissau, o primeiro-ministro disse que já deu orientações ao ministro da Comunicação Social para a situação ser ultrapassada.
"Já dei orientações ao meu ministro da Comunicação Social para se sentar com o homólogo dele português porque aquilo não se trata ao meu nível, porque o meu colega lá em Portugal é o Costa (António Costa, primeiro-ministro português). Já dei instruções para se sentar com o ministro da Cultura para ver como é que podem ultrapassar a situação, para mim é uma situação júnior", explicou.
O Governo guineense suspendeu a 30 de Junho as actividades da RTP na Guiné-Bissau e cortou o sinal que permite ouvir e ver a RDP África e RTP África em sinal aberto no país, alegando ser necessário a revisão do acordo de cooperação naquele sector. 
Notabanca; 21.08.2018
PRIMEIRO-MINISTRO REJEITA ACUSAÇÕES DE ESTAR A DIVIDIR O PAÍS 
O primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embaló, recusou nesta segunda-feira as acusações de estar a dividir o país, sublinhando que é muçulmano, mas a mulher é católica e que na Guiné-Bissau "há pessoas" que não podem chefiar o Governo. 
"Eu sou fula, sou muçulmano, mas minha mulher é católica. Não sei como posso dividir este país. Se tenho uma mulher (católica) que partilha o mesmo teto comigo, a mesma casa, como é que eu posso. Isso foi sempre um sentimento dos guineenses", afirmou em entrevista à agência Lusa, Umaro Sissoco Embaló, quando questionado sobre acusações de estar dividir o país.
Para Umaro Sissoco Embaló, na Guiné-Bissau "há pessoas que não podem ser primeiro-ministro".
LÍDER DO PAIGC DSP OPTIMISTA COM O FIM DA CRISE POLÍTICA 
Guiné-Bissau: Impasse político perto do fim?  
Em entrevista exclusiva à DW África, líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, mostra otimismo sobre o fim do impasse político na Guiné-Bissau e reforça importância do Acordo de Conacri.
O impasse político na Guiné-Bissau poderá estar próximo do fim, abrindo portas para a convocação do povo guineense às urnas. É, pelo menos, o que transmite o otimismo de Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das últimas eleições legislativas, mas afastado do poder devido às divergências com o chefe do Estado guineense, José Mário Vaz. 
Em entrevista exclusiva à DW África, o primeiro-ministro destituído em 2015 por José Mário Vaz assegura que não parece haver outra alternativa ao Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), e que prevê a formação de um Governo consensual integrado por todos os partidos representados no Parlamento. O acordo prevê ainda nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, além de outros pontos.