FALECEU EMPRESÁRIO GUINEENSE NELSON JÚLIO BADINCA

Classe empresarial guineense está de luto.
Faleceu hoje, 08 de agosto em Bissau, o presidente da
Associação Nacional dos Intermediários dos Negócios da Guiné-Bissau (ANING-B),
Nelson Júlio Badinca.
Nelson Badinca, era igualmente, vice-presidente da
Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS).
A morte do empresário Badinca surpreendeu tudo e
todos, porque ele faleceu na sequência de uma doença repentina. Prova disto,
fez uma entrevista a menos de três aos órgãos de comunicação social,
esclarecendo que a classe empresarial não tem nenhum acordo formal com o
Governo de Umaro Sissoco Embaló em baixar o preço galopante dos produtos da
primeira necessidade nos mercados nacionais, devido ao aumento de taxas por
parte do executivo de Sissoco.
Gloria eterna a sua alma!
Notabanca; 08.08.2017
GREVE
NA FUNÇÃO PÚBLICA ADIA RECONCILIAÇÃO DOS MEMBROS DA CNJ
A greve da função pública já começa a
deixar rastos negativos no país.
O processo de reconciliação entre as
partes opostas do Conselho Nacional da Juventude (CNJ) que estava previsto
hoje, 08 de agosto no Tribunal de Chão de Papel Varela ficou protelado, devido
a greve em curso na Função Pública.
Conforme, a atual direcção da CNJ o
encontro visava procurar um possível entendimento entre as partes, em vez de
uma decisão judicial.
Recordamos que, as partes estão de costas
viradas, na sequência das eleições realizadas no CNJ, no passado dia 19 de maio,
nas quais a candidata, Aissatu Forbs Djaló foi anunciada como vencedora do
escrutínio. Tanto quanto contestável pelos alguns membros da maior organização
juvenil do país.
Notabanca; 08.08.2017
MINISTÉRIO DE INTERIOR PROMOVE NOVE OFICIAIS SUPERIORES

O Ministério do Interior da Guiné-Bissau promoveu esta
segunda, 07 de agosto 2017, 9 (Nove) Oficiais Superiores das Forças de
Segurança, Informação, da Proteção Civil e Bombeiros, às categorias de
Primeiros Superintendentes da Polícia da Ordem Pública, Coronéis da Guarda
Nacional, e Comandantes do Bombeiro.
A cerimónia de graduação dos oficiais do
Ministério do Interior foi realizada no pátio da mesma instituição que se
encontrava cheio de oficiais e familiares dos promovidos.
Os superintendentes Ana Camará, Paulino Dias e
Mussa Seide foram promovidos
à Primeiro Superintendente. Tenentes-coronéis
Samuel Fernandes, Mutaro Embaló, Anselmo da Silva,
Alssau Sambú, Serafim Serifo Embaló e Amadú Djaló
foram promovidos a Coronéis. Diz o semanário democrata.
Presidindo o ato, Primeiro-ministro Umaro Sissoco
Embaló disse que esta promoção é o caminho para
a implantação da reforma, justificando que a reforma não é
só mandar a pessoa para casa mas sim, é fazer mudança e renovar,
prometendo dar mais dignidade às forças de defesa e segurança.
“Hoje, sinto
que estou a fazer algo para a implantação da reforma e nomenclatura das forças
de segurança”, frisou Embaló.
O recém-promovido a posto de Primeiro Superintendente,
Paulino Dias, considera a promoção de um passo positivo que o
governo está a dar neste sector, sendo que há muito
tempo que não houve estas promoções como aconteceu no seu caso,que segundo disse há 18 (Dezoito)
anos que não teve uma promoção, encorajando os
outros colegas que ainda não foram promovidos
a continuarem a luta.
“É um
bom passo, espero também que sejam promovidos os outros colegas que estão
a mais de quinze anos sem promoção”, frisou Paulino Dias.
De lembrar
que esta é a segunda promoção realizada neste sector, o primeiro foi
em 2001.
Notabanca; 08.08.2017
PM AFIRMA QUE SEU GOVERNO "HONROU TODOS COMPROMISSOS"
DESDE SUA NOMEAÇÃO

O Primeiro-ministro guineense afirmou sexta-feira em Bissau que
governo honrou todos os compromissos com os
servidores do estado desde a sua nomeação, nomeadamente pagamentos de
salários, reactivação da cooperação bilateral e multilateral, e disse que
o turísmo melhorou bastante a imagem do
país.
Umaro Sissoco Embaló, que fazia o balanço da sua
governação disse que o seu executivo trouxe mudanças para o país, sobretudo com
parceiros internacionais nomeadamente o Fundo Monetário Internacional, Banco
Oeste Africano de Desenvolvimento, Fundo Árabe e outros.
PRESIDENTE DA ANP DIZ QUE RELUTÂNCIA DO PR EM CUMPRIR ACORDOS VISA ENRIQUECER O SEU REGIME
O presidente da Assembleia Nacional Popular da
Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, afirmou, esta segunda-feira, que a atual
situação política do país põe em causa o desenvolvimento económico e social.
«A manutenção da atual situação política-governativa
tem imensos custos económicos e sociais, quer para a presente geração, quer
para as vindouras», disse.
Cipriano Cassamá falava na sessão de abertura da
conferência ‘Seguimento e Fiscalização dos Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável e Ajuda Externa - Papel do Parlamento’, organizada no âmbito do
Projeto Pro-Palop-Timor-Leste para o reforço das competências técnicas e
funcionais das instituições superiores de controlo, financiado pela União
Europeia.
«Quando se persiste em sustentar presidencialmente um
governo eivado de ilegalidade e de ilegitimidade não se augura desenvolvimento
económico e social, nem direitos, liberdades ou garantias fundamentais»,
salientou Cipriano Cassamá.
Para o
presidente do Parlamento, a «relutância do Presidente da República (José Mário
Vaz) em cumprir os acordos de Bissau e de Conacri (...) com o único propósito
de continuar a beneficiar-se economicamente, bem como a um grupo de políticos,
revela quão desnatural é a perceção do compromisso político de muitos políticos
e governantes com os cidadãos guineenses em geral, de um lado, e o propósito de
perpetuar a crise política e instabilidade política-governativa no país».
A
Guiné-Bissau tem vivido uma crise institucional desde as últimas eleições, com
um afastamento entre o partido vencedor das legislativas e o Presidente da
República, também eleito.
Notabanca;
08.08.2017
FUNÇÃO PÚBLICA GUINEENSE EM
GREVE TERÇA QUARTA E QUINTA-FEIRA

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG)
-Central Sindical confirma a greve geral na Função Pública que teve início hoje,
terça e prolonga-se até quinta-feira, porque o Governo ainda não apresentou a
proposta de reajuste salarial.
«A UNTG deliberou manter a greve convocada para os
dias 08, 09 e 10 de agosto, porquanto o Governo, apesar de ter aprovado o
Decreto nº1/2017, a 25 de janeiro, artigo 16, não se dignou a cumprir esse
imperativo legal, assim também os pontos constantes no memorando de
entendimento firmado a 14 de dezembro de 2016», refere, no comunicado, a
Central Sindical.
O artigo 16 do decreto nº1/2017, publicado no Boletim
Oficial, de 25 janeiro, refere que os ministérios da Economia e das Finanças e
da Função Pública, Reforma Administrativa e Trabalho devem «tomar todas as
diligências necessárias para propor a revisão da atual tabela salarial e das
remunerações acessórias aplicadas na Administração Pública e submeter ao
Conselho de Ministros uma proposta de harmonização mais equitativa».
O mesmo artigo refere também que a «proposta de
revisão salarial a elaborar deve procurar introduzir o maior equilíbrio
possível entre as despesas e as receitas disponíveis e entre as tabelas
salariais das várias instituições públicas, devendo entrar em vigor a partir do
exercício económico de 2017».
«Depois da assinatura do memorando de entendimento,
foi deixado um prazo de seis meses para ser implementado todo o acordo.
Infelizmente até presente o Governo não se dignou a cumprir o compromisso»,
afirmou o secretário-geral da UNTG, Estevão Gomes Có.
Segundo Estevão Gomes Có, a UNTG não está a exigir um
aumento salarial, mas apenas um reajuste salarial, conforme previsto no decreto
nº1/2017.
«O ano económico começou em março e até agora os
ministérios não se dignaram a cumprir o acordo», disse, salientando esperar que
com a greve se chegue a um consenso.
Considerando que o Governo «já se está a esforçar», o
secretário-geral da UNTG considera, contudo, que deve haver um maior esforço da
parte do executivo para concretizar o assunto.
«Estamos a fazer esta pressão para que o Governo
cumpra com os compromissos assumidos», concluiu.
No comunicado, a UNTG sublinha que terá «sempre
disponibilidade para manter uma equipa negocial enquanto estiver em curso a
greve convocada».
A Guiné-Bissau tem cerca de 32.000 funcionários
públicos.
O salário mais baixo pago na função pública é de
30.000 francos cfa (cerca de 45 euros).
Notabanca; 07.08.2017