segunda-feira, 31 de julho de 2017

EMPRESÁRIOS PRETENDEM IMPORTAR 50 MIL TONELADAS DE ARROZ AO MERCADO GUINEENSE 
Um grupo de empresários nacionais pretende importar cerca de 50 mil toneladas de arroz para abastecer o mercado interno até Janeiro do próximo ano, disse hoje o seu porta-voz. 
Agnelo Regala Lima Gomes vulgo (Nelito) que falava a saída do encontro mantido com o Chefe do Estado, José Mário Vaz disse que o grupo foi apresentar  a preocupação da Câmara do Comercio, Agricultura, indústria e Serviços ao Chefe do Estado sobre o nível de escassez dos stocks de arroz no país. 
Explicou que as importações do arroz serão feitas em duas tranches, porque o porto de Bissau não consegue receber navios de grande porte.
Garantiu que a situação de escassez do arroz no mercado interno pode piorar até Fevereiro do próximo ano, por isso o Presidente da República convocou os empresários e banqueiros a fim de encontrar uma solução. 
Nelito Gomes disse que os bancos estão dispostos a emprestar dinheiro aos operadores e empresários, mas que  falta discutir as modalidades para agilizar as operações. 
O empresário afirma que o desafio está lançado, almejou que haja esforços de ambos os lados - operadores económicos, bancos e o próprio Estado.
Neste momento arroz de qualidade para o consumo humano custa 25 mil francos cfa sem descurar da subida galopantes dos outros produtos da primeira necessidade. 
Notabanca; 31.07.2017
BANCO DA UNIÃO PEDE AJUDA AO PRESIDENTE VAZ PARA EVITAR ENCERRAMETO 
O Presidente do conselho de administração do Banco de Desenvolvimento do Mali (BDM), Ahmed Mohamed AG Hamami, pediu apoio às autoridades guineenses para evitar o encerramento do Banco da União (BDU) da Guiné-Bissau, detido pelo Banco de Desenvolvimento do Mali.
«O que se passa com este banco, neste momento, é a falta de pagamento de créditos há muito tempo. É por esta razão que viemos e contamos com o apoio das autoridades do Mali para intervir junto do governo e da mais alta autoridade guineense, o Presidente da República, e da ministra das Finanças para encontrarmos uma solução rápida para apoiar este banco», afirmou o antigo primeiro-ministro do Mali.
Ahmed Mohamed AG Hamami, que falava aos jornalistas após um encontro com José Mário Vaz, afirmou ainda que «desde 2012 que o BDU tem problemas».
«Segundo os acionistas do BDM, já não vai ser mais possível continuar a suportá-los. Os acionistas são maioritariamente privados. Não vamos continuar a suportar esta situação. É absolutamente urgente e indispensável encontrar uma solução perante as dificuldades em que se encontra este banco», salientou.
O BDU é um dos bancos da Guiné-Bissau que têm uma grande carteira de crédito malparado.
O crédito malparado aos bancos na Guiné-Bissau é de cerca de 30 mil milhões de francos cfa (cerca de 45 milhões de euros).
Notabanca; 31.07.2017
OPOSIÇÃO DENUNCIA "CAOS" NAS LEGISLATIVAS NO SENEGAL 
Mais de 6 milhões de senegaleses foram chamados às urnas no domingo para eleger novo Parlamento. Eleição ficou marcada por fortes chuvas no país, problemas na organização e suspeitas de fraude levantadas pela oposição.
Vários constrangimentos estão a atrasar a contagem dos votos, segundo a agência de notícias AFP. Ainda assim, citando fontes oficiais, a televisão pública senegalesa RTS fala numa participação alta, comparando com as presidenciais de 2012. Cerca de 54% dos eleitores terão votado nestas eleições.
PRESIDENTE MÁRIO VAZ RECEBE 17 BOLSAS DE PEREGRINAÇÃO A MECA 
O Director de Agência de Koweit Lamine Yakoubi entregou sexta-feira em Bissau,  a oferta de 17 bolsas de peregrinação à cidade santa de Meca ao Presidente de República  José Mário Vaz.
Em declarações à imprensa, depois do encontro com o chefe de Estado guineense, Lamine Yakoubi disse tratar-se de uma oferta do presidente do Koweit e que cobre todas as despesas dos beneficiários, desde transporte, alojamento, alimentação e seguros de saúde.
Na ocasião, o Comissário adjunto para Peregrinação, Braima Camará disse que o Presidente da República sozinho não pode ajudar todos os candidatos a peregrinação à Cidade Santa de Meca com dificuldades económicas, por isso pede aos empresários e pessoas de boa vontade para ajudarem aqueles que precisam, para que possam cumprir um dos pilares do Alcorão.
Braima Camará afirmou que as bolsas recebidas serão atribuídas aos candidatos nacionais à peregrinação com dificuldades económica.
Recordamos que o Presidente Vaz exorta que 90% dos peregrinos deste ano deve ser os que nunca foram ao cidade santa, de Meca.
Notabanca, 31.07.2017
DEZ MOTIVOS PARA SER CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES
Opinião: 
O que é Privatização?
É um mecanismo que visa vender as empresas estatais para as empresas privadas. Geralmente isso ocorre quando a empresa estatal não está gerando o lucro necessário para competir com o mercado. 
DEZ MOTIVOS PARA SER CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES: 
1º- SOBERANIA NACIONAL
Ao privatizar determinado serviço, o Estado perde parte de sua soberania, pois entrega de bandeja ao capital externo o controle e o lucro de determinada finalidade, não podendo o Estado criar ferramentas para proteger a população da ambição capitalista.
 
2º-ROUBO
Ao privatizar uma empresa, o Estado entrega à iniciativa privada uma empresa construída com dinheiro público. Ou seja, o trabalhador paga com seus impostos ao Estado para que este invista em determinada empresa e depois o Estado vende a empresa à iniciativa privada. Logo, dinheiro público é usado para enriquecer a iniciativa privada.
 
3º-CORRUPÇÃO
Todos sabemos que os políticos privateiros sempre receberão favores das empresas que porventura façam ganhar as licitações e leilões. Logo, as privatizações servem para enriquecer e perpetuar no poder o partido privatizador.
 
4º- DESEMPREGO
As privatizações causam desemprego. A iniciativa privada, ao tomar o controle de uma empresa pública, não pensará duas vezes antes de demitir seus funcionárias. Logo, as privatizações são ruins para os trabalhadores dessas empresas, que ficarão ameaçados de perderem seus empregos, sendo muitos deles demitidos.
 
5º- FINALIDADE
A empresa privada não tem o objetivo de prestar um bom serviço público, o objetivo da empresa privada é o lucro, não importando como. Logo, o serviço prestado ao cidadão é piorado.
 
6º-DESIGUALDADE
Com as privatizações, os serviços tem seus preços aumentados e os pobres ficam inaptos para a cessá-los. Logo, só quem tem dinheiro poderá gozar pelo serviço privado e será aumentado ainda mais o abismo entre os ricos e os pobres.
 
7º- FUGA DE CAPITAIS
Com as privatizações, grupos estrangeiros passam a comprar as empresas estatais e a repassar ao exterior os lucros do trabalho do guineense. Logo, as privatizações geram fuga de recursos para o exterior e fazem a Guiné - Bissau ficar mais pobre.
 
8º- UNIVERSALIZAÇÃO
Com a privatização, uma empresa pode se negar a oferecer determinado serviço importantíssimo em determinada localidade por causa de sua baixa viabilidade econômica. Logo, até os guineenses com recursos podem ser prejudicados pela falta de serviços.
 
9º- CRISE
As crises do capitalismo são cíclicas. Logo, quando o Estado controla determinada atividade, existe mais segurança de que ela será cumprida e não será abalada por crises. Empresas estatais não costumam declarar falência, pois se resguardam no Estado.
 
10º- CONSEQUÊNCIAS
Os resultados das políticas de privatizações promovidas pelos governos neoliberais tornou a Guiné- Bissau mais pobre, mais desigual e mais injusta, apenas enriquecendo uma pequena classe de empresários e políticos. Logo, as privatizações colaboram para que a sociedade seja mais desigual e aplica o capitalismo selvagem contra nossa sofrida população carente.
 
POR: João Pina Ferreira