quarta-feira, 26 de julho de 2017

FRANÇA FAVORÁVEL A SOLUÇÕES PARA APLICAÇÃO DE ACORDO DE CONACRI
O embaixador de França na Guiné-Bissau, Jean-Louis Zoel, afirmou hoje ser favorável a todas as soluções que permitam a aplicação do Acordo de Conacri para ultrapassar o impasse político no país.
«A França é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a questão da Guiné-Bissau tem estado regularmente na agenda. A última vez que tomou posição sobre a Guiné-Bissau foi no quadro do Conselho de Segurança da ONU. A França é favorável a todas as soluções que vão ao encontro da aplicação do Acordo de Conacri. Até este momento, este acordo não está a ser aplicado na sua totalidade», afirmou o embaixador francês.
“PAÍS PERDEU MAIS DE DOIS BILHÕES DE DÓLARES POR EGOÍSMO PESSOAL E QUERELAS POLÍTICAS”-Diz líder da UM 
Presidente da União Para Mudança (UM) afirmou hoje em Bissau que atual crise política foi montada para inverter os valores da democracia na Guiné-Bissau. 
Como consequência, Agnelo Augusto Regala revela que o país perdeu mais de dois bilhões de dólares por “teimosia e guerrinhas” por falta do diálogo e patriotismo entre os dirigentes partidários.
No entendimento de Regala, os políticos envolveram-se nas querelas políticas desnecessárias colocando os interesses pessoais em detrimento dos interesses superiores do povo, e hoje em dia, os guineenses não estariam a preocuparem-se com acordo de Conacry, mas sim, imbuídos em acompanhamento de obras de grandes envergaduras para infraestruturação do país, rumo ao desenvolvimento almejado.  
Líder da União para Mudança falava quarta-feira 26 de julho, no ato da tomada de posse da Comissão Instaladora da organização das mulheres do partido do Leão adianta que os interesses do povo foram relegados ao ultimo plano por “egoísmo pessoal” dos guineenses. Pelo que, apela coesão interna para inverter o cenário pela positiva para o bem-estar da sociedade. 
Notabanca; 26.07.2017
JOSÉ PAULO SEMEDO CONSIDERA GOVERNO DE UMARO SISSOCO DE PIOR DOS ANTERIORES
Líder do Movimento Patriótico (MP) desdramatiza a intenção do Presidente da República em devolver o poder ao povo, caso persista a crise política no país.
José Paulo Semedo qualifica que a ideia de José Mário Vaz não passa de uma manobra dilatória para tirar ganhos políticos.
Em entrevista exclusiva a Notabanca, o líder político julgou igualmente de pior, o Governo de Umaro Sissoko Embaló em relação aos anteriores governos, pelo fato de não é reconhecido pela comunidade internacional, sem descurar do Programa e o Orçamento chumbados pela Comissão Permanente do Parlamento. 
José Paulo Semedo disse discordar com as possíveis intenções do Chefe de Estado em manter o actual Executivo em funções, caso seja esse o objectivo das auscultações por ele levadas a cabo não surtirão efeito positivo.
No entender de Paulo Semedo, as reuniões de auscultações que estão a ser promovidas de “forma secreta” pelo Presidente Vaz, longe de olhares dos jornalistas, é só pelo fato, de homens de imprensa não se associaram ao apelo do presidente em promover boa imagem do país, torcer a verdade, passar a desinformar a realidade dos fatos.
Notabanca; 26.07.2017
ESTUDANTES DAS ESCOLAS DE FORMAÇÃO ACUSAM MINISTRO DE NEPOTISMO E AMEAÇAM RETER FICHAS DE AVALIAÇÃO
Deslumbrasse-se crise institucional no próximo ano letivo no setor da educação.
Em causa, estão entre outros, o desconto do dinheiro feito pelo Governo, no ano passado aos professores que aderiram a greve e colocação dos recém-formados.
Advertiu segunda-feira em Bissau, o presidente do sindicato de base dos referidos estabelecimentos do ensino, em conferência de imprensa, para se manifestarem o seu desagrado com o ministério da tutela.
Luís da Costa exige por outro lado, a demissão do actual director das Escolas superiores da Educação, por forma a imprimir uma melhor dinâmica no setor.
O sindicalista acusa o ministério da Educação, Sandje Fati de estar a contribuir pela desorganização das escolas de formação, por promover incompetência e nepotismo no sistema. Pelo que, ameaçam reter as fixas de avaliação do ano letivo.
Isto refere-se aos professores do Tchico Té, “17 de Fevereiro”, ENEFD e Amílcar Cabral em Bolama.
Sobre o assunto, Notabanca registou opiniões dos estudantes. Todos foram unânimes em apelar ao executivo no sentido de resolver o mais rápido possível o impasse, antes que seja tarde.
A ver vamos!
Notabanca; 26.07.2017
PRESIDENTE VAZ RENOVA APELO AO REGRESSO AO CAMPO DE CULTIVO PARA CRESCER ECONOMIA 
O chefe de Estado considerou terça-feira que o país não pode avançar se os guineenses não voltarem para o campo de cultivo para recomeçar tudo de novo e desenvolver a Guiné-Bissau.
 José Mário Vaz falava no encontro com o núcleo de apoio ao actual ministro de Estado e do Interior, Botche Cande do Círculo Eleitoral 29, Bairro Militar tendo frisado que se tal desiderato não acontecer a economia nacional não vai crescer porque não haverá hospitais, escolas nem estradas.
“Digo isso porque quem não sabe de onde vem, não saberá onde está e nem para onde vai. O grande problema dos guineenses é que esquecem de onde vêem e se isso acontecer o caminho para o futuro torna confuso “, disse. 
O Presidente da República lamentou o êxodo de jovens do campo para as cidades, desafiando-os a voltarem para a lavoura sob pena de virem a perder a terra para os estrangeiros residentes no país.
O Chefe de Estado sublinhou que os guineenses é que devem se empenhar para merecer o respeito dos estrangeiros dentro do seu país e a única forma para que isso seja uma realidade é através de trabalho sério.
Em nome do grupo de apoio ao Botche Candé falou Aliu Maquilo que disse que o encontro serviu para comunicar ao chefe de estado que  o Círculo 29 está com ele no seu projecto agrícola denominado “Mon na Lama”.
Disse que no passado, segundo os mais velhos, a agricultura é que sustentava as famílias guineenses, mas  que atualmente tudo vem de fora o que considera de muito triste.
“É por isso que o chefe de Estado percebeu que temos de voltar as origens cultivando os nossos campos, por isso, encorajamos ao chefe de estado a seguir com o seu propósito rumo ao desenvolvimento do país.
Maquilo elogiou o governo por estar a gerir o pais apenas com receitas internas.
Por seu turno, o ministro de Estado e do Interior Botche Cande agradeceu aos mentores do encontro frisando que o momento é de ação e não de palavras, tendo afirmado que nas próximas eleições tem a certeza de que o povo vai mostrar aos políticos o que cada um fez.
No encontro tomaram parte centenas de pessoas entre as quais Imame Central do Bairro Militar, grupo de mulheres e jovens.
A criança em mãos do Presidente Vaz, nasceu em plena campanha eleitoral em 2014 e é batizada com o nome do chefe de Estado guineense. 
Notabanca, 26.07.2017
ONU PEDE QUE LÍDERES GUINEENSES CUMPRAM ACORDO DE CONACRY
O Conselho de Segurança da ONU pediu na terça-feira aos líderes da Guiné-Bissau que cumpram o Acordo de Conacri, que estabelece um caminho para a paz no país, e elogiou o trabalho da CEDEAO. 
«O Conselho de Segurança reitera a sua preocupação com a situação na Guiné-Bissau, pede a todos os líderes políticos que cumpram as provisões do Acordo de Conacri, e comenda os esforços da CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] para ajudar a encontrar uma saída para a crise política», indicou o órgão da ONU num comunicado.
O organismo saudou recentes desenvolvimentos políticos em alguns países da África Ocidental, mas expressou preocupação com a ameaça do terrorismo.
Os membros condenaram todos os ataques terroristas que aconteceram recentemente na região, destacando os levados a cabo pelos grupos terroristas Boko Haram e Estado Islâmico.
«O Conselho de segurança sublinha a necessidade de combater o terrorismo em todas as suas formas e manifestações, incluindo ao encarar as condições que permitem o desenvolvimento do terrorismo», lê-se no comunicado.O documento refere-se ainda à difícil situação humanitária causada por ações terroristas na região da Bacia do Lago Chade.
O Conselho pede, por fim, à comunidade internacional que «apoie imediatamente o fornecimento» de assistência urgente às pessoas mais afetadas pela crise nos Camarões, no Chade, no Níger e na Nigéria.
Notabanca; 26.07.2017