segunda-feira, 24 de julho de 2017

GOVERNO PROMOVE QUATRO POLICIAS AO BRIGADEIROS-GENERAIS 
País em crise, as autoridades continuam a promover militares e polícias.
O Primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embalo presidiu hoje em Bissau a cerimónia de atribuição de patentes de Brigadeiros-generais aos primeiros superintendentes da Policia de Ordem Publica, Celso de Carvalho, José António Marques, Arafam Mane e Mutaro Djalo.
Na ocasião, o chefe do executivo disse que o acto tem por objectivo dignificar os oficiais visados, após estes terem cumprido as respectivas carreiras nas forcas de defesa e segurança guineense.
“Portanto, depois de a proposta ter sido aprovada pelo Conselho de Segurança Nacional, entendeu-se por bem que eles deviam ser promovidos”, disse Sissoco Embaló.
Em declarações à  imprensa, o Primeiro-ministro fez questã de sublinhar que os promovidos foram selecionados na base de mérito e não em critérios como, por exemplo, a pertença deste ou daquela trincheira durante a guerra civil de 07 de Junho de 1998. Diz ANG
O ministro do Estado e do Interior, na qualidade de proponente das promoções feitas disse que o seu objectivo principal é pôr cobro as injustiças em relação a este assunto a nível da instituições que dirige.
Candé revelou que ao assumir o pelouro se deparou com “situações de pessoas com mais de 20, 30 ou 40 anos na mesma patente”, o que lhe deixou muito triste e revoltado, por isso nasceu-lhe a iniciativa de proceder a correcção destas “injustiças”. 
As promoções irão prosseguir, prometeu o governante que disse que os agentes merecedores disso serão graduados. Disse que quer o Presidente da República como o Primeiro-ministro ter-lhe-iam dado aval para prosseguir com a iniciativa. 
Notabanca; 24.07.2017 
GOVERNO GAMBIANO EXUMA CORPOS DE PESSOAS DESAPARECIDAS SOB REGIME DE JAMMEH 
Mai-Ahmad-Fatty
Ex-Presidente Yahya Jammeh
Os corpos de pessoas dadas como desaparecidas durante o regime do ex-Presidente Yahya Jammeh, serão exumados tão logo que as investigações sobre casos individuais serão concluídas, anunciou esta segunda-feira o ministro gambiano do Interior, Mai Fatty.
CEDEAO QUER LIMITE DE TRÊS FILHOS POR MULHER ATÉ 2030 
Objetivo é reduzir para metade as maiores taxas de natalidade do mundo, dizem deputados dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.
Dirigentes políticos dos 15 países membros da CEDEAO, juntamente com a Mauritânia e o Chade, anunciaram este sábado (22.07) que querem limitar a três o número de filhos por mulheres, a fim de reduzir para metade, até 2030, as taxas de natalidade.
"Os parlamentares da CEDEAO, Mauritânia e Chade concordaram que, até 2030, os Parlamentos devem encorajar os governos a implementar políticas para assegurar que cada mulher (...) tem no máximo três filhos para controlar o crescimento da população”, disse o presidente do Parlamento do Burkina Faso, Salifou Diallo, numa reunião regional sobre a demografia que teve lugar no sábado, em Ouagadougou. 
Com uma taxa de natalidade de 5,6 filhos por mulher, a mais elevada do mundo, a população do espaço da CEDEAO chegará, em 2050, aos mil milhões de pessoas.
Metade serão jovens, segundo dados da Organização das Nações Unidas.
"Acreditamos que, quando as taxas de crescimento dos países se situam nos 5% a 6%, com uma taxa de natalidade entre os 6% e os 7%, estamos perante uma situação demográfica descontrolada e não podemos esperar qualquer desenvolvimento”, afirmou Salifou Diallo.
Equilíbrio entre crescimento populacional e económico.
Segundo o presidente do Parlamento burkinabé, " é urgente conter o crescimento da população no espaço da CEDEAO para promover um verdadeiro desenvolvimento sustentável”.
Para isso, os deputados devem, nos seus respetivos países, adotar estratégias para "facilitar uma rápida e voluntária diminuição da natalidade, através do acesso universal ao planeamento familiar, aumento do nível de educação das mulheres e dos esforços para garantir a sobrevivência das crianças”.
Por sua vez, o presidente do Parlamento do Benim, Adrien Houngbédji, sublinhou que cabe às autoridades "definir o equilíbrio indispensável entre o controlo da natalidade e a melhoria da qualidade de vida da população ativa”. 
Para o Presidente da Comissão da CEDEAO, Marcel de Souza, é necessário reduzir a taxa de natalidade "para metade” e "indexar a taxa de crescimento da população, que é muito forte, à taxa de crescimento económico, que é muito moderado”.
"A juventude representa dois terços da população. Quando os jovens não conseguem encontrar soluções, tornam-se uma bomba: atravessam o deserto ou o Mediterrâneo, morrendo aos milhares na imigração ilegal”.
Notabanca; 24.07.2017
“40% DO PROGRAMA ESCOLAR FICOU POR CUMPRIR NA GUINÉ-BISSAU”-pais 
O presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação dos alunos da Guiné-Bissau, Armando Correia Landim, afirmou que «40% do programa escolar ficou por cumprir este ano letivo devido às greves dos professores».
O ano letivo nas escolas públicas da Guiné-Bissau em condições normais deveria ter terminado no passado mês de junho, mas, devido às greves dos docentes, o Ministério da Educação decidiu prolongá-lo até 28 de julho.
Armando Correia Landim disse que «mesmo com esta engenharia, que é o mal menor, perante a alternativa das passagens administrativas, cerca de 40% do programa previsto não vai ser cumprido».
Fonte do Ministério da Educação revelou que estavam programados 173 dias úteis de aulas, mas logo a abrir o ano, em setembro, deu-se uma greve geral dos professores que decorreu durante 49 dias que motivou um reajuste da programação para 139 dias - os professores voltaram a realizar uma greve geral em maio durante 16 dias.
Para cumprir com os 139 dias previstos, o Ministério da Educação «viu-se obrigado a estender por mais um mês o ano letivo», explicou a fonte.
Em jeito de conclusão, Armando Correia Landim afirmou ainda que nos outros países da sub-região africana são gastos cerca de 20% do orçamento no setor da Educação e na Guiné-Bissau a cifra não ultrapassa 11% e defendeu que «esta situação leva a que os professores estejam sempre em greve, com salários em atraso, mesmo quando o governo afirma não ter dívidas com eles, como é o caso atual».
De salientar que as provas globais para o ano letivo 2016/2017 já se iniciaram hoje a nível nacional, sem que seja cumprido 40% do programa escolar estabelecido.
Notabanca; 24.07.2017