23%
DAS CRIANÇAS DA GUINÉ-BISSAU ESTÃO FORA DO SISTEMA EDUCATIVO FORMAL – RELATÓRIO
Quase um quarto das crianças guineenses, cerca de 23 por cento, não vão à
escola, segundo um relatório divulgado hoje pelo Plan Internacional, uma
organização não-governamental, que atua na Guiné-Bissau.
O relatório, baseado em estudos recentes, aponta que as crianças portadoras
de deficiências e as do sexo feminino são as que menos frequentam a escola na
Guiné-Bissau, enfatizou Alassan Drabo,
representante do Plan em Bissau.
GUINÉ-BISSAU
VAI BENEFICIAR DE 4,1 MILHÕES DE DÓLARES
No primeiro semestre de 2017 uma equipa técnica do FMI deslocou-se à
Guiné-Bissau para concluir a terceira avaliação do acordo ECT - Facilidade de
Crédito Alargada. O documento foi submetido para análise e aprovação ao
Conselho de Administração e que se pronunciou favorável à avaliação.
Serão, assim, disponibilizados 3,030 milhões de Direitos Especiais de Saque
(DES), cerca de 4,1 milhões de dólares à Guiné-Bissau.
O anúncio foi feito à RFI por João Alage Fadiá, ministro da Economia e das
Finanças da Guiné-Bissau, à margem da 29ª cimeira de chefes de Estado e de
Governo da União Africana, que decorreu a 3 e 4 de Julho em Addis Abeba,
Etiópia. O governante guineense diz tratar-se de um bom indicador para a
economia do país e encorajador para outras instituições.
Notabanca: 05.07.2017
“CNE
ESTÁ PRONTA SE FOREM CONVOCADAS ELEIÇÕES” DIZ SECRETÁRIA EXECUTIVA”

A Secretária Executiva da Comissão Nacional de Eleições (CNE) afirmou que a
sua instituição está preparada para realizar as eleições legislativas
antecipadas, caso houver uma convocatória para o efeito.
Cátia Lopes deu estas declarações, em exclusivo à ANG, na sequência da
recente afirmação do Presidente da República, em como se, “ num prazo de três
meses, o PAIGC, o PRS e Grupo dos 15 não se
entenderem para desbloquear o Parlamento e acabar com a actual crise política,
devolverá o poder ao povo”, através da convocação de eleições legislativas
antecipadas.
No entanto, a Porta-voz da CNE fala dos estrangulamentos que tem a ver com a
falta de actualização de Cadernos Eleitorais e o dinheiro para financiar
eleições.
Sobre o primeiro, esta responsável informou que a Lei do Recenseamento Eleitoral
do país recomenda, a actualização dos cadernos nos primeiros três meses de cada
ano. O que, segundo as suas palavras, não aconteceu.
Em relação aos recursos financeiros, a Secretária Executiva da Comissão
Nacional de Eleições disse que, de acordo com as estimativas para organizar o
escrutínio normal em 2018, a entidade precisará de 4,5 milhões de Dólares.
Questionada sobre a previsão do número total de potenciais eleitores no
próximo ano, sem quantificar, Cátia Lopes assegura que será superior aos 775.508
guineenses que votaram nas eleições gerais de 2014.
De acordo com a Lei Eleitoral, a Guiné-Bissau possui 29 Círculos Eleitorais:
seis em Bissau, vinte e um nas regiões e dois na Diáspora, ou seja, na Europa e
África, os quais elegem no total, 102 deputados.
Notabanca: 05.07.2017