PR PEDE AOS JORNALISTAS PARA CENSURAREM NOTÍCIAS QUE PÕEM EM CAUSA
IMAGEM DO PAÍS
Presidente da Republica, José Mário Vaz pediu hoje em Bissau aos jornalistas
que reportam a imagem do país para censurarem más notícias e não veicularem
mensagens que ponham em causa a Guiné-Bissau e ao seu povo.
Num encontro no Palácio cor de-rosa com a comunidade muçulmana no âmbito da
celebração do Ramadã, o chefe de Estado lança apelo: “Aos jornalistas vou
pedir só uma coisa. Vamos fazer como faz Cabo Verde. Se eu falar coisas que
coloquem a Guiné-Bissau mal lá fora, cortem”, solicitou Presidente Vaz.
Lembrando
que sempre foi “atrás da verdade e do trabalho. A partir de agora peço aos
jornalistas para passarmos só boas mensagens da Guiné-Bissau. Ajudarmos a
Guiné-Bissau», disse.
No entender de José Mário Vaz os guineenses devem estar sempre unidos para
melhor aproveito da riqueza que o país oferece aos seus filhos para que possam
defender o país que lhes viu nascer.
Já no local da reza, o Primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló pediu aos
jornalistas mais profissionalismo, mais contribuição para a construção do país e “evitarem de colocar óleo
no fogo”.
Notabanca; 26.06.2017
PRESIDENTE
GUINEENSE ADMITE CONVOCAR ELEIÇÕES SE PERSISTIR O IMPASSE POLÍTICO

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, pediu hoje unidade aos
guineenses e admitiu, pela primeira vez, convocar eleições caso não seja
encontrada uma solução para o impasse político em que o país vive.
"Peço unidade em todas as religiões da nossa terra, unidade entre os
titulares dos órgãos de soberania, unidade entre líderes de partidos políticos,
entre todas as tribos da Guiné-Bissau", afirmou
José Mário Vaz, num discurso proferido num encontro com os líderes muçulmanos,
no âmbito do final do Ramadão.
No discurso, o chefe de Estado guineense salientou a necessidade de haver
união devido aos desafios que o país vai enfrentar nos próximos 90 dias,
incluindo com a saída da força de interposição da CEDEAO, a Ecomib, do país em
outubro.
"Cada um de nós deve dar o seu melhor para conseguir defender os
desafios que temos pela frente nos próximos 90 dias. Temos o desafio de mostrar
que os guineenses são capazes de fazer. Não podemos ser como crianças, quando
choramos dão-nos leite e quando choramos dão-nos papa. Somos um Estado soberano
e temos de assumir as nossas responsabilidades", salientou o chefe de
Estado.
Outro desafio, para o Presidente guineense, é alcançar um entendimento e encontrar
uma solução para o Governo.
"Peço entendimento entre os partidos, sobretudo PAIGC, PRS e Grupo dos
15. Se não há entendimento entre eles é impossível o programa do Governo e o
Orçamento Geral de Estado serem aprovados", disse, pedindo o envolvimento
de todos.
O Presidente avisou, contudo, que se não houver entendimento vai devolver o
"poder ao seu dono", que é o povo.
"Se não conseguirmos chegar a uma solução entre nós, eu, como
Presidente da República, devolvo o poder ao seu dono e o dono do poder é o
povo. Devolvo o poder ao povo da Guiné-Bissau para escolher quem devem
escolher", disse.
"Estamos aqui porque nos escolheram e se há problemas temos de devolver
o poder ao povo para que decida sobre ele, porque não podemos continuar com a
situação que temos na nossa terra", acrescentou.
Na declaração, o Presidente esclareceu também que há dinheiro para convocar
eleições antecipadas.
"Há já uma coisa que vos quero garantir. O facto de não irmos a
eleições por não haver dinheiro tem de acabar na Guiné-Bissau. A Guiné-Bissau é
um país soberano", disse.
Assumindo que tem dinheiro para financiar eleições, o Presidente afirmou que
se os guineenses quiserem hoje eleições que chama a Comissão Nacional de
Eleições, "porque há dinheiro para ir a eleições".
José Mário Vaz garantiu também estar determinado a ajudar o país e o povo,
mas que o único caminho para a Guiné-Bissau ser respeitada e ganhar a sua
soberania é com trabalho, pedindo às pessoas para se empenharem mais nos
setores agrícolas e da pesca.
Notabanca; 26.06.2017